Namorada de suspeito de matar irmãs em Cunha presta depoimento

Também nesta segunda, 4, um morador da região encontrou a mochila de uma das vítimas, a cerca de 500m do local do crime

João Carlos de Faria, Especial para O Estado

04 de abril de 2011 | 18h28

TAUBATÉ - A auxiliar de enfermagem, namorada de Ananias dos Santos, principal suspeito de ter matado as irmãs J.L.O., de 16 anos, e J.V.O, 15 anos, encontradas mortas na segunda-feira passada, dia 28, em Cunha, a 225 km de São Paulo, confirmou nesta segunda-feira, a maior parte das informações que já havia contado à polícia, em seu primeiro depoimento, na semana passada.

 

Ela foi interrogada em Guaratinguetá, pelo delegado de Cunha, Marcelo Cavalcanti, e teria caído em contradição, com relação aos horários sobre os fatos. A polícia não deu detalhes do depoimento, feito em sigilo e em lugar desconhecido, conforme disse um investigador da delegacia seccional da cidade.

 

Mochila. Também nessa segunda-feira, 03, a polícia encontrou a mochila da irmã mais velha (J.L.O.), localizada a cerca de 500 metros abaixo do local do crime, às margens do rio Jacui. "O rio estava cheio e quando baixou, a mochila apareceu pendurada numa árvore", disse um policial.

 

A mochila foi achada por um morador da região, enroscada em uma árvore. Ao perceber que a chuva iria danificar o objeto, ele o retirou do local e avisou os policiais.

 

Não se constatou nenhuma marca do crime e dentro da mochila, que foi reconhecida pelo pai das vítimas, o pedreiro José Benedito de Oliveira, só foi encontrado material escolar. O objeto também será enviado para perícia, em São Paulo.

 

Suspeito. Ananias dos Santos, de 28 anos, continua sendo caçado pela polícia. No sábado de madrugada, uma ação conjunta entre a polícia paulista e a fluminense, tentou localiza-lo em Paraty, no Litoral fluminense, para onde teria fugido.

 

Ele também está sendo investigado no Estado do Rio de Janeiro, acusado de ter cometido outro duplo homicídio no bairro Serão do Perequê, na divisa com Angra dos Reis, onde ele teria morado logo que fugiu do sistema prisional, em Tremembé, há cerca de dois anos.

 

Colaborou Marcela Gonsalves, da Central de Notícias.

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