Nada nos prédios históricos indica sua importância

Construídos entre as décadas de 1920 e 1940, os arranha-céus do centro foram o ponto de partida da modernização - e da consequente verticalização - da cidade. A discussão na época era a viabilidade de construir prédios tão grandiosos, com mais de quatro pavimentos. Tanto o comerciante José Sampaio Moreira quanto o imigrante italiano Giuseppe Martinelli enfrentaram olhares tortos da população e brigaram com a Prefeitura para conseguir autorização para subir os prédios.

Nataly Costa, O Estado de S.Paulo

08 Fevereiro 2011 | 00h00

Enquanto José Sampaio Moreira conseguiu seu feito em 1924, Martinelli teve de esperar: a obra, que começou no mesmo ano da inauguração do vizinho, sofreu uma série de embargos e só foi concluída dez anos depois.

A disputa continuou quando, em 1947, o governador Adhemar de Barros inaugurou a sede do Banespa com 34 andares - era o Empire State Building brasileiro, de onde até hoje, lá do alto, a bandeira de São Paulo é hasteada.

Não há, em nenhum desses lugares, a mais remota indicação da importância histórica dos prédios. Acabam ficando misturados aos outros tantos edifícios comerciais da região e apenas contemplados de longe por quem passa pelo centro.

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