Nada mudou na Feirinha da Madrugada

A Feira da Madrugada, na região do Pari, no centro, vem sendo cenário de várias denúncias de corrupção. Pessoas ligadas a associações vendem novas bancas ilegalmente por até R$ 500 mil. Há acusações de que funcionários da Prefeitura cobram propina para facilitar o esquema. Antes de deixar o cargo, o prefeito Gilberto Kassab (PSD) afirmou que o local estava completamente dominado pelo crime.

O Estado de S.Paulo

24 Janeiro 2013 | 02h02

Após Fernando Haddad (PT) assumir, a situação continua indefinida. A gestão do espaço foi trocada - saiu o coronel da Polícia Militar José Roberto Fonseca e entrou Antonio Crescenti, chefe de gabinete da Secretaria de Coordenação das Subprefeituras. No entanto, um dia após assumir e se reunir com comerciantes, Crescenti foi retirado do cargo.

A Secretaria das Subprefeituras afirma que ele saiu por causa da criação de uma comissão que vai gerir a feira. O secretário do Trabalho e Empreendedorismo, Eliseu Gabriel, foi então responsabilizado por pensar o futuro do espaço. Até agora, porém, não se chegou a uma definição. "Ali, por circunstâncias várias, há um polo de desenvolvimento da cidade. O que temos de fazer é com que isso realmente prospere", disse ontem, sem dar detalhes. Audiência marcada pela Justiça Federal para 16 de abril vai discutir o futuro do local. / ARTUR RODRIGUES

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