Na zona sul, 60% dos assaltos são cometidos por ladrões em motos

Motociclistas envolvidos em roubos são a grande preocupação da polícia na zona sul de São Paulo. Levantamento feito pelo Comando de Policiamento de Área Metropolitano Sul (CPAM2) mostra que 60% dos assaltos na região são praticados por bandidos que usam moto. O mapeamento levou a PM a desencadear uma operação para tirar de circulação 455 motocicletas sem licenciamento e pilotos em desacordo com a lei.

Plínio Delphino, O Estado de S.Paulo

01 Fevereiro 2011 | 00h00

De 16 a 26 de janeiro, 350 motos foram recolhidas e os roubos de veículos caíram 71,4% nas regiões do Jabaquara, Vila Mariana, Indianópolis e São Judas. No ano passado, nesses dez dias de janeiro, haviam sido registrados 91 roubos envolvendo criminosos motociclistas. Com a operação, em 2011 os assaltos caíram para 26.

A professora de francês Miriam Eboli Bock, de 60 anos, foi uma das vítimas dos ladrões em motos. Em dois meses, foi roubada duas vezes por motociclistas, no mesmo trecho, andando de casa para a Estação Jabaquara. "Os assaltos foram em outubro e novembro. No primeiro, chegaram dois em uma moto. O de trás, apontando a arma, tirou o celular da minha mão. No segundo, o criminoso apontou uma arma para a minha cara, me xingou de todos os palavrões e roubou minha bolsa. Quase desmaiei", contou a professora, atual presidente do Conselho de Segurança (Conseg) Jabaquara.

Segundo Miriam, 90% das queixas recebidas no órgão se referem à ação de criminosos em motos. Segundo o coronel Walter Gomes Mota, comandante do CPAM2, mulheres, motoristas distraídos e idosos são os alvos preferidos.

Antecedentes. Foram 11 pontos de bloqueio e 7.259 abordagens durante a operação. Segundo a PM, cerca de 30% das motos apreendidas tinham como piloto uma pessoa com antecedentes criminais.

O coronel conta que as Avenidas Jabaquara, Domingos de Moraes, Engenheiro Armando de Arruda Pereira e Santa Catarina são as preferidas pelos criminosos, que roubam mais das 17 às 20 horas. "São locais em que ladrões têm uma amostragem muito maior dos alvos e contam com o tráfego para facilitar a abordagem da vítima e a via extensa, para uma boa rota de fuga."

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