Na zona norte, estudante mata mãe e mulher

O estudante de Educação Física André Vasconcelos da Silva, de 25 anos, matou a mãe e a mulher a facadas e deixou o pai gravemente ferido dentro da casa da família, na Vila Brasilândia, zona norte, na madrugada de ontem. A filha de André, de 5 anos, presenciou o surto do pai.

FABIANO NUNES, O Estado de S.Paulo

06 de agosto de 2012 | 03h04

A mãe do suspeito, Luciene Vasconcelos da Silva, de 55 anos, e a mulher, a ajudante-geral Marília Fernandes da Silva, de 23, morreram no local. O pai de André, José Cardoso da Silva, de 61, foi socorrido no Hospital das Clínicas, onde passou por uma cirurgia. Ele permanecia internado em estado grave até a noite de ontem.

André era viciado em cocaína e álcool e fazia tratamentos com antidepressivos, de acordo com familiares e vizinhos. "Ele costumava agredir a mulher, a mãe e o pai. Eles sempre tentaram ajudá-lo, mas ontem ele, infelizmente, cometeu esse ato de crueldade, sem explicação", afirmou o primo do acusado, Josenildo Maia de Vasconcelos, de 39 anos.

Momentos antes do crime, André foi visto na rua de touca, com uma garrafa de bebida. "Por volta das 4 horas, ouvimos uma gritaria. Vi ele saindo de casa e trancando o portão. A filha dele foi quem chamou ajuda. Ela dizia que a mãe e a avó estavam mortas e precisávamos ajudar seu avô, pois ele estava muito ferido. Ela não chorou em nenhum momento, mas estava em estado de choque", disse uma vizinha da família.

De acordo com relatos de testemunhas à polícia, a filha do casal implorou para que ele não matasse sua mãe e os avós.

A PM levou cerca de 40 minutos para chegar ao local. Até o início da noite de ontem, o estudante não havia sido localizado. "Ele estava passando por um tratamento. Mas teve uma recaída. A droga foi responsável por essa tragédia. Espero que ele seja preso e pague pelo que fez. Se é que ainda terá tempo para isso", disse Vasconcelos.

O rapaz era aluno do curso de Educação Física da Universidade Paulista (Unip), no câmpus da Barra Funda, na zona oeste. A mãe do jovem era quem pagava os estudos.

Agressões. O pai de Marília, Cícero da Silva, de 48 anos, disse que a filha também já havia sido agredida pelo marido. "Pedi para ela voltar para minha casa diversas vezes, mas não quis, pois tentava salvar o casamento", afirmou. O rapaz já tinha passagens pela polícia por furto.

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