Na volta da inspeção, 1 de cada 5 veículos falta

Após a retomada do serviço, por decisão judicial, 2.180 proprietários que haviam agendado horário nessa quinta-feira, 17, não compareceram aos postos

Artur Rodrigues e Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

18 de outubro de 2013 | 02h12

No primeiro dia após a volta da inspeção veicular, 7.177 veículos foram aos postos para realizar o procedimento. Em meio à briga judicial entre a Prefeitura de São Paulo e a Controlar, os proprietários de 2.180 (23%) veículos que tinham a inspeção agendada não compareceram.

De acordo com a Controlar, 16,5% dos veículos que passaram pela inspeção foram reprovados. "Isso significa que essa parcela considerável de veículos estaria poluindo o ar da cidade além do permitido, se a inspeção ainda estivesse suspensa", afirmou a empresa, em nota.

Desde essa quarta-feira, 16, quando a Justiça determinou a volta da inspeção, a Controlar afirma ter recebido um total de 27.156 agendamentos, 6.157 para ontem. As pessoas que tinham o procedimento marcado para os dias 14, 15, e 16, quando os postos ficaram fechados, terão de fazer um novo agendamento.

A Prefeitura afirmou que recorreria da decisão judicial e alega que o contrato expirou no ano passado - a Controlar sustenta que só termina em 2018. Mesmo assim, o Município pretende lançar ainda neste mês o edital para a licitação de quatro empresas para substituir a Controlar em 2014.

Os motoristas que compareceram à vistoria disseram ter ido por receio da multa. "Sinceramente, acho que a inspeção tem de existir. Tem carro que polui demais. Mas a multa que você paga se faz a inspeção fora do prazo, por exemplo, é muito cara (R$ 550). Eu já tinha marcado a inspeção quando ela foi suspensa. Tinha lido que ela voltou e por isso vim, com medo de pagar essa multa", disse o funcionário público Gilson Ventura Rosa, de 41 anos, que foi ontem a um dos postos da zona norte.

'Novela'. Outro motorista, Luís Carlos Jean, de 38 anos, disse que, pelo fato de a volta da inspeção ter ocorrido por uma decisão judicial, não por uma medida da Prefeitura, espera mais idas e vindas no caso. "A Controlar recorre e ganha, a Prefeitura vai recorrer e ganhar, e depois a Controlar vai recorrer de novo... Essa novela ainda vai longe. E quem tem de ficar esperto somos nós."

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