Na serra gaúcha, fator natural reduz gravidade de ocorrências

A região serrana do Rio Grande do Sul nunca sofreu um desastre natural como o do Rio, mas também é vulnerável a deslizamentos e enchentes, sobretudo em suas diversas áreas de risco que têm construções em encostas e à beira de córregos.

Elder Ogliari, O Estado de S.Paulo

23 Janeiro 2011 | 00h00

O Estado não tem sistema de alerta para eventos climáticos. A Defesa Civil gaúcha costuma redistribuir os comunicados que recebe dos serviços de meteorologia para toda a sua rede e prefeituras, o que serve como alerta.

Os maiores municípios da serra, Caxias do Sul e Bento Gonçalves, têm construções em áreas de risco. Ambos já tiveram de remover famílias, mas foram poucos os casos. As prefeituras investem em projetos que transferem moradores para áreas seguras.

Mais do que por ocupação inadequada ou medidas preventivas, difíceis de comparar, a maior diferença entre as regiões serranas do Rio Grande do Sul e do Rio está em fatores como volume de chuvas e permeabilidade do solo. Graças a isso, os desastres, frequentes no Rio Grande do Sul, têm menos vítimas.

O meteorologista Eugênio Hackbart explica que as chuvas que caem nesta época no Sudeste são muito mais volumosas que as que ocorrem ao longo do ano no Rio Grande do Sul. "Aqui temos solo argiloso", compara o geólogo Sérgio Mattana. "No Rio de Janeiro o solo é arenoso, mais permeável."

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