Na serra, faixas apagadas e falta de acostamento

ESPECIAL PARA O ESTADO

Reginaldo Pupo, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2011 | 00h00

CARAGUATATUBA

Transitar pela Rodovia dos Tamoios, principal ligação entre o Vale do Paraíba e o litoral norte de São Paulo, requer cuidados mais que redobrados. Além de ser usada por turistas, a estrada sofre com as pesadas carretas que se dirigem a São Sebastião. O resultado são os buracos que surgem praticamente todos os dias e o afundamento da pista.

O Departamento de Estradas de Rodagem (DER), que administra a via, faz frequentes manutenções, mas não dá conta de tantos problemas causados pelo tráfego intenso. O trecho mais crítico fica entre as cidades de Jambeiro e São José dos Campos, com reta e sem radares. Nos 18 quilômetros de serra, entre Paraibuna e Caraguatatuba, não há acostamento - ele foi transformado em uma pista auxiliar para desafogar a descida. O perigo aumenta à noite. Em diversos trechos, as faixas estão apagadas.

Vários motoristas já tiveram danos em seus carros. É o caso do aposentado João Alfredo Gomes, de 67 anos, que na tarde de ontem aguardava socorro mecânico às margens da rodovia, em uma curva acentuada.

O último acidente grave na Tamoios foi em abril no trecho de serra. Cinco pessoas morreram e sete ficaram feridas quando uma van que transportava pacientes a serviço da prefeitura de Caraguatatuba bateu em uma carreta.

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