Na Régis, bandidos atacam no trecho de pista simples

Motoristas e usuários enfrentam um risco adicional na Rodovia Régis Bittencourt (BR-116), que liga São Paulo a Curitiba, em um período em que o aumento no tráfego resulta em mais congestionamentos. Ladrões estão se aproveitando do trânsito parado para assaltar os viajantes.

JOSÉ MARIA TOMAZELA , O Estado de S.Paulo

28 de dezembro de 2012 | 02h04

Os alvos já não são apenas os caminhoneiros que transportam cargas de valor. Turistas paulistanos que seguiam para Curitiba no sábado foram atacados e roubados na altura do km 340, entre Juquitiba e Miracatu. Os bandidos levaram celulares e dinheiro dos ocupantes de dois veículos e se embrenharam em uma trilha às margens da pista.

A ocorrência não foi registrada nas delegacias de Juquitiba e Miracatu - muitas vezes, os viajantes optam por seguir viagem. Mas de acordo com a polícia, essas ocorrências são constantes. Apenas no trecho em que a BR-116 corta o município são registrados em média dois casos por semana.

Um escrivão de Miracatu relata que, anteriormente, apenas motoristas de caminhões eram alvo dos ladrões - os bandidos usam pés-de-cabra para arrombar a carroceria e fogem levando o que podem. De uns tempos para cá, porém, os ladrões passaram a atacar automóveis, em busca de celulares, notebooks e tablets. Ameaçados ou intimidados, os motoristas não reagem. Segundo ele, uma quadrilha foi presa em novembro, mas dias depois estava "na rua".

Já em Juquitiba, a Polícia Civil realizou uma operação no início de dezembro para desmantelar uma quadrilha de receptadores de cargas e objetos roubados na rodovia. Cinco suspeitos foram detidos no Distrito dos Barnabés. A localidade, cortada pela estrada, fica no início da Serra do Cafezal e é considerada um ponto crítico pelos motoristas. A serra tem um trecho em pista simples e o gargalo causa longos congestionamentos.

Empresa. A concessionária Autopista Régis Bittencourt informou que não tem poder de polícia, mas quando recebe informações sobre assaltos aciona a Polícia Rodoviária Federal. A PRF não respondeu até as 20 horas.

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