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Na presidência do Metrô, secretário de Alckmin diz não receber pelo cargo

Clodoaldo Pelissioni, segundo site de transparência pública, tem remuneração por secretaria e por participação em conselho do Metrô

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

30 de março de 2015 | 16h21

SÃO PAULO - Acumulando as funções de secretário estadual dos Transportes Metropolitanos e presidente do Metrô de São Paulo, Clodoaldo Pelissioni afirmou nesta segunda-feira, 30, que não recebe os vencimentos pelos dois cargos, apenas pelo primeiro.

Nessa função, segundo o portal da transparência do governo do Estado, ele recebe uma remuneração mensal bruta de R$ 19.467,94. O total líquido chega a R$ 14.179,13.

Além desse salário, Pelissioni ganha dinheiro como conselheiro de administração do Metrô. Nesse caso, seu vencimento é de R$ 6.177,00 brutos, que, com as deduções, chegam a R$ 5.304,47, conforme o site do governo Geraldo Alckmin (PSDB). Os valores são referentes a fevereiro de 2015.


Nesta segunda-feira, durante evento em canteiro de obras da Linha 5-Lilás do Metrô, Pelissioni disse que "por enquanto" segue ocupando a presidência do Metrô.

Não é comum que o próprio secretário estadual dos Transportes Metropolitanos, que gerencia três empresas (além do Metrô, a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos e a Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos), acumule a presidência de alguma delas.

Até o mês passado, o presidente do Metrô era Luiz Antonio Carvalho Pacheco, anunciado em 2013 ainda durante a administração do secretário anterior, Jurandir Fernandes, que transmitiu seu próprio cargo para Pelissioni em janeiro.

Antes de se tornar secretário e presidente do Metrô, Pelissioni era secretário estadual de Logística e Transporte. Ele foi alçado à nova função nos primeiros dias do atual mandato de Alckmin.

Turbulência. A presidência do Metrô tem sido um posto marcado pela turbulência e pela rápida transitoriedade. Desde 2011, quatro pessoas foram deslocadas pelo governo Alckmin para a função: Sérgio Avelleda, que chegou a ficar afastado do cargo durante 11 dias em 2011 por suspeitas de fraudes na licitação da Linha 5-Lilás; Peter Walker, ex-secretário-adjunto de Transportes Metropolitanos e condenado em primeira instância por improbidade administrativa referente ao período em que ocupou a presidência da Sociedade de Abastecimento de Água e Saneamento (Sanasa), de Campinas; Luiz Antonio Carvalho Pacheco, ex-subprefeito de Santana/Tucuruvi que também foi réu em um processo por improbidade administrativa à frente da Companhia Estadual de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU); e o próprio Clodoaldo Pelissioni. / COLABOROU RAFAEL ITALIANI

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