Na periferia, falta de árvores é três vezes maior

Dos dez indicadores que compõem o índice de urbanismo, o que mais varia entre os bairros paulistanos é a arborização. Os dados mostram que a falta de árvores é três vezes maior na periferia do que nos bairros ricos. Em média, apenas 9% dos domicílios nos distritos de maior renda não têm árvores ao seu redor. A média nos bairros mais pobres, porém, é de quase 30%.

24 Novembro 2013 | 21h52

O contraste entre os bairros é grande: enquanto menos de 1% dos moradores de bairros como Consolação e Jardim Paulista não têm árvores perto de casa, esse número chega a 71% em distritos como o Limão, na zona norte, o mais cinza da capital. Quando qualquer outro indicador é comparado (taxa de pavimentação das ruas, por exemplo) a diferença entre bairros é consideravelmente menor.

Uma aparente contradição também é revelada na análise detalhada dos dados do Censo. Com a exceção do Limão, os distritos com menor taxa de arborização urbana são bem aqueles com maior cobertura vegetal – como Marsilac (68% dos domicílios não têm árvores em volta), Parelheiros (59%), Brasilândia (59,2%) e Perus (50,1%). Mesmo perto de áreas verdes, como as Serras da Cantareira e do Mar, esses bairros não conseguiram preservar as árvores nos locais nos quais houve intenso processo de urbanização a partir da década de 1960. / M.A. e R.B.

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