NILTON FUKUDA/ESTADÃO
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Na Paulista, protesto do clima pede defesa da Amazônia e exalta Greta Thunberg

A ativista sueca de 16 anos, que inspirou o movimento ao iniciar uma greve há um ano, é citada como inspiração por crianças e adolescentes que participaram do ato desta sexta na região central de São Paulo. Bolsonaro e Trump foram alvos dos manifestantes

Danilo Casaletti, Especial para o Estado

20 de setembro de 2019 | 21h23

SÃO PAULO - A greve geral pelo clima mobilizou centenas de manifestantes - grande parte crianças, adolescentes e várias famílias - na Avenida Paulista, região central de São Paulo, nesta sexta-feira, 20. A quase três mil quilômetros da Amazônia, a defesa da floresta foi a principal pauta do protesto, que também mirou os presidentes brasileiro Jair Bolsonaro e o americano Donald Trump, cujas políticas para a área ambiental têm sido criticadas por ativistas. Atos ocorreram em diversas cidades do Brasil, como Rio, Brasília, Belo Horizonte e Recife, e do mundo, como Nova York

Na passeata, que começou por volta das 18h15, um grupo do Conselho Mirim da Câmara Municipal, que reúne crianças de escolas municipais, estaduais e particulares da cidade, decidiu participar do ato há 15 dias. Gustavo Antunes, de 14 anos, era um deles. "Sinto que preciso ter essa responsabilidade. Em casa, separo lixo e evito usar materiais plásticos", contou. 

Greta Thunberg, ativista de 16 anos que foi para os Estados Unidos com o objetivo de participar da cúpula do clima das Nações Unidas, é citada como inspiração de vários dos jovens. "Ela é incrível, vai ajudar a fazer um mundo melhor", disse Bárbara Moreira, de 11 anos, entusiasmada.

Quem também se inspira em Greta é o estudante Arthur Prado, 14 anos. Incentivado por um professor a escrever uma pequena biografia como lição de casa, ele escolheu a ativista como personagem. "Vi que, assim como ela, podemos chamar a atenção das autoridades para a questão do clima", disse, acompanhado da mãe e do irmão Francisco, de 7 anos. 

O estudante Juscelino Benites, de 15 anos, morador da comunidade indígena Tekoa, na região do Pico do Jaraguá, zona norte paulistana, disse estar preocupado com os jovens da comunidade onde mora.  À frente da caminhada,representantes do grupo Coalizão pelo Clima. Um pouco mais atrás, um grupo de 100 membros da organização não governamental (ONG) Greenpeace carregavam una faixa escrita "céticos do clima". Havia também um boneco de Bolsonaro com chapéu e nariz de Pinóquio.   

Ao longo da caminhada, era possível ouvir gritos de "Fora Bolsonaro", "Amazônia sim, Bolsonaro não", "não é nuvem, é poluição". Não houve registro de episódios de violência. 

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