Bruno Santos/Estadão
Bruno Santos/Estadão

Na Paulista, manifestantes fazem ato contra a presidente Dilma

Dividido em interesses diferentes, grupo pediu até a intervenção militar

Valmar Hupsel Filho, O Estado de S. Paulo

06 Dezembro 2014 | 17h34

Atualizada às 20h58

SÃO PAULO - Um ato convocado por políticos do PSDB reuniu neste sábado, 6, em São Paulo cerca de 5 mil pessoas, de acordo com a Polícia Militar, para protestar contra o governo Dilma Rousseff. A manifestação teve a presença do senador eleito José Serra, dos deputados José Aníbal e Mara Gabrilli, dos vereadores Andrea Matarazzo e Gilberto Natalini (PV), além do cantor Lobão. O senador Aécio Neves (PSDB-MG), que divulgou vídeo na internet pedindo a participação no protesto, não compareceu.

Esse foi o quinto ato organizado contra o governo Dilma desde o 2.º turno das eleições. O maior deles, em 15 de novembro, reuniu cerca de 10 mil pessoas. 

Os manifestantes iniciaram a concentração por volta das 15h no vão livre do Masp. Eram três grupos distintos, liderados pelo Movimento Brasil Livre, Vem Para a Rua e Movimento Brasileiro de Resistência, este último defensor da intervenção militar. Em comum eles tinham as críticas ao governo - fazendo alusão aos escândalos da Petrobrás e do mensalão e pedindo “Fora, Dilma” e “Fora, PT”. Os dois primeiros fizeram questão de se diferenciar do terceiro, que reuniu cerca de 400 pessoas. 

A diferença ficou clara logo no início da marcha. Dois carros seguiram pela Avenida Paulista, desceram a Rua da Consolação e terminaram o ato na Praça Roosevelt. O grupo que defendia a intervenção militar tomou sentido contrário e desceu a Avenida Brigadeiro Luis Antônio. 

O cantor Lobão fez questão de se diferenciar de manifestantes radicais. “Temos objetivos comuns que é tirar o PT do poder, mas defendo os meios democráticos”, disse. 

Exilado. Serra acompanhou a segunda metade da caminhada. Na Praça Roosevelt, ele subiu no carro de som do movimento Vem Para a Rua e discursou. “A democracia não é só a eleição. É um sistema de valores que está sendo destruído pelo PT”, afirmou. O senador eleito por São Paulo descartou apoiar o movimento que pede a intervenção dos militares. “Já fui exilado em dois países e não quero ser exilado pela terceira vez.”

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