Na Paulista, 500 fazem manifestação contra ação

Cerca de 500 manifestantes contrários à reintegração de posse do assentamento Pinheirinho, em São José dos Campos, fecharam a Avenida Paulista, no centro de São Paulo, por quase duas horas no início da noite de ontem, no sentido Consolação. O grupo se reuniu no vão livre do Masp e caminhou até perto da esquina com a Alameda Ministro Rocha Azevedo.

O Estado de S.Paulo

23 de janeiro de 2012 | 03h03

Representantes de diversas entidades se pronunciaram contra a ação da Polícia Militar e aproveitaram para criticar o governo Geraldo Alckmin (PSDB).

"Organizamos tudo por redes sociais. Estamos aqui em solidariedade àquelas famílias", disse a estudante de psicologia Camila Santos, de 23 anos, que, mesmo sob chuva, segurava um cartaz onde se lia "Quando morar é privilégio, ocupar é um direito".

A ação foi organizada pela internet. No microblog Twitter, a manifestação já era apelidada por alguns internautas como "Occupy Pinheirinho", uma referência ao movimento de protesto americano contra o mercado financeiro. O protesto contou com a presença do senador Eduardo Suplicy (PT). "A cada telefonema que recebo, ouço relatos de abusos por parte da polícia, jogando bombas", afirmou ele, que anteontem havia ido a São José dos Campos.

A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) informou que a via foi liberada às 20h10. Segundo a PM, não houve incidentes. Foi a segunda manifestação na Paulista ontem: outro grupo havia se reunido para defender o fim de maus-tratos a animais (leia abaixo). / CAIO DO VALLE

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