Na metrópole

O sabor das pimentas e das cachaças

Paulo Saldaña, O Estado de S.Paulo

05 Setembro 2010 | 00h00

Vitor Sobral, dono do restaurante lisboeta Tasca de Esquina

Os chefs portugueses Carlos Bras Lopes e Vitor Sobral desembarcaram no Brasil pela primeira vez há cerca de 20 anos. Já voltaram várias vezes, principalmente a São Paulo, mas ainda garantem: continuam a descobrir a cidade.

Eles estiveram por aqui no mês passado, para eventos culinários distintos. Como de costume, aproveitaram para visitar restaurantes e bares.

A descoberta de Sobral dessa vez foi no Mercadão, visita obrigatória. Foi o cajá-manga. "É uma fruta fantástica" diz ele, dono do restaurante lisboeta Tasca de Esquina.

Boemia. O chef considera a cozinha brasileira "fabulosa", mas chama a atenção para as pimentas e cachaças. "Fico louco quando vejo alguém pedir caipirinha com vodca."

Lopes, de 54 anos, também destaca as cachaças, até porque, para ele, os botecos são a cara de São Paulo. "Descobri há pouco a 51. Forte, mas ótima no calor do bar."

Na rua. Além de ser dono do restaurante Mercado de Santa Clara, em Lisboa, Lopes é sócio de uma confeitaria por aqui. "São Paulo é uma cidade mundana, gosto da vida dos paulistanos", diz. "Os Jardins são simpáticos. Mas a Vila Madalena é mais Brasil."

Os dois rechearam as malas. Lopes levou uma diversidade de pimentas. Sobral, palmito pupunha e pimenta biquinho.

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