Na linha 9, conforto incomum

Às 7h30 de ontem, em pleno pico do rush na Linha 9-Esmeralda da CPTM, a líder de limpeza Sandra da Silva, de 30 anos, comemorava a paralisação. "Hoje falaram que ia ter greve e o pessoal se virou, sumiu. Nesse horário, você não consegue nem tirar o pé do chão", disse ela, que viajava de pé, mas "bem confortável". Ela seguia de Interlagos até a Granja Julieta, onde trabalha.

Paulo Saldaña, O Estado de S. Paulo

02 de junho de 2011 | 09h12

O cenário na linha que passa pela Marginal do Pinheiros não era o de greve. Para a aluna da USP Viviane Valeria, de 22 anos, muita gente fez como ela: adiantou a saída de casa para evitar dor de cabeça. "Saí 45 minutos antes. Já havia imaginado o caos. O trem veio cheio, mas tranquilo", disse.

Às 8h20, a chef de cozinha Evani Conceição do Carmo, de 52, aguardava para entrar no trem e seguir de Santo Amaro para a Estação Cidade Jardim. "Está igual a todos os dias. Já estou acostumada." Na mesma estação, funcionários que não aderiram à greve trabalhavam além de seus horários, à espera de serem rendidos.

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