Na hora de dividir o bolo...

O povo está confuso, e não é pra menos! De repente, os economistas trocaram o alerta vermelho de recessão pela advertência grave de crescimento, sem escalas em um trimestre sequer de normalidade financeira. Quando tudo parecia estar quase bem, com retomada do emprego, da produção industrial e do consumo - no fim do mês até sobrava algum dinheiro para comprar figurinhas -, o ministro Guido Mantega saiu de seu gabinete gritando "para, para, para!", como se o leite fosse derramar no fogão ou o bolo desandar no forno.

Tutty Vasques, O Estado de S.Paulo

15 de maio de 2010 | 00h00

A receita, nos ensinam, é deixar o Brasil em fogo brando, mexendo sempre nos juros para não criar bolhas inflacionárias, sem descuidar um instante do aquecimento mínimo necessário para não solar a massa do PIB. "Não pode crescer de mais nem de menos", eis a dica de Mantega para obter um tamanho sustentável. Pelo que deu para entender no noticiário econômico, crescer 1% é pouco, 5% é razoável, mas 7% já é demais.

Isso quer dizer o seguinte: o PIB ideal é uma abstração ou, ainda que exista, não se tem como chegar lá sem antes bater no teto de nossas possibilidades. Ainda bem que não tem muito também o que cair, né? Enfim, vai dar tudo mais ou menos certo!

Faz sentido?

Se, já a partir do ano que vem, o celular do paulistano passará a ter 10 dígitos, por que não adotar logo o número do CPF do assinante titular da linha? Com 11 algarismos, as telefônicas teriam mais combinações possíveis para comercializar e o usuário um número a menos para decorar.

Um para o outro

De um empresário brasileiro na Rússia, empolgado com as possibilidades de comércio entre os dois países: "Juntos, nós somos como o limão e a vodca!"

Horóscopo

A Lua faz conjunção com Vênus neste domingo. Tarde demais! Se acontecesse uma semana antes, Dunga não seria tão coerente na hora de convocar a seleção para a Copa.

Corruptela de campanha

Foi meio de improviso, meio por acaso durante a gravação do programa de TV do PT que Lula comparou Dilma Rousseff a Nelson Mandela. Ele estava dizendo "mandei nela no Ministério das Minas e Energia, mandei nela na Casa Civil..." A língua presa se encarregou da corruptela.

Autoajuda presidencial

Dependendo do resultado da viagem de Lula ao Irã, a diretoria do Flamengo pode usar o episódio para mostrar a seus jogadores que nada está perdido na Libertadores. Vencer o Universidad de Chile fora de casa na semana que vem não seria tão improvável quanto a hipótese de sucesso da missão do presidente brasileiro hoje em Teerã. Ou não?

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