Na Fundação Casa, adolescente participa de tudo

Enquanto aguarda decisão sobre uma possível internação definitiva na Fundação Casa, F. se comporta. Não desacata os monitores e participa de tudo sem questionar. Fala pouco e observa muito. Nem de longe lembra o menino arredio que apareceu em imagens na televisão mordendo o dedo de um delegado. "Ele sempre manteve uma postura arrogante ao ser detido", afirma o delegado Paulo Arbus de Andrade, titular do 98º DP .

, O Estado de S.Paulo

09 Março 2011 | 00h00

F. mora no Jardim Ubirajara, bairro na periferia da zona sul, com os pais e a irmã mais nova. A irmã mais velha foi embora de casa por não concordar com a postura dos pais, incapazes de controlar o garoto, segundo ela. A mãe é diarista. O pai é aposentado. F. largou a escola na segunda série do ensino fundamental. Fez o primeiro furto aos 9 anos. Além de carros, sua paixão, também há registro de um furto a farmácia. Questionado sobre como abre os carros, só responde: "Abrindo." Na casa, o quarto de F. é o maior. Ele mesmo compra suas roupas e, segundo a família, não dá satisfação do que faz.

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