Na capital, turista sente clima tenso só pela TV

Os moradores de Florianópolis sentem mais os ataques dos criminosos do que os turistas, que chegam à cidade mal informados e não usam transporte coletivo. No dia a dia dos visitantes, que andam de táxi, vans particulares, as notícias chegam mais pela televisão ou pela internet.

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2013 | 02h01

"Só na última semana os turistas começaram a perguntar um pouco mais sobre o que está acontecendo. Os ônibus que levam à praia são acompanhados de viaturas e seguem normalmente", afirma o recepcionista Adriano Marques, do Hotel Castelmar, em Florianópolis.

Se o movimento do carnaval neste ano não foi dos maiores, não chegou a frustrar. Segundo empresários do setor, o mau tempo e o cancelamento do desfile por causa de problemas de repasses de verbas, foram mais prejudiciais que os ataques.

Ontem, o Mercado Municipal estava bem frequentado por turistas na hora do almoço. Lojistas dizem que a população local é que não estava vindo por causa do medo e das dificuldades no transporte público. "A gente sentiu queda no movimento local", diz Lindomar Gonçalves, gerente da loja Futmania, no calçadão de Florianópolis.

Os ataques do Primeiro Grupo Catarinense (PGC) são bem distribuídos em todo Estado. Em Florianópolis, ocorrem sobretudo na região metropolitana, em cidades como São José, e nos pés do Maciço do Morro da Cruz, onde fica o principal complexo de favelas da cidade.

As linhas de ônibus que passam por essas regiões são consideradas de alto risco e por isso têm número reduzido de veículos. "Moro em São José e preciso sair do trabalho até as 18h porque lá é um lugar onde o ônibus quase não vai mais por causa dos ataques", diz Ivanilda de Oliveira, que trabalha numa empresa de segurança privada na região central. / B.P.M.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.