Na capital, regiões de s. Ifigênia e Sé lideram em roubo

Dois distritos policiais do centro registraram 2,9 mil casos no primeiro semestre; polícia culpa dependentes químicos

Fabiano Nunes e Tiago Dantas, O Estado de S.Paulo

27 Julho 2011 | 00h00

Santa Ifigênia, na região central de São Paulo, é o bairro que registrou o maior número de roubos no primeiro semestre deste ano, de acordo com as estatísticas da Secretaria da Segurança Pública. Entre janeiro e junho, foram registrados 1.587 casos no 3.º DP (Santa Ifigênia). A região do 1.º DP (Sé) ficou em segundo lugar, com 1.313 ocorrências no mesmo período.

Já a Lapa, na zona oeste de São Paulo, liderou o número de roubos e furtos de veículos no primeiro semestre: até o fim de junho foram 1.074 casos, média de 6 por dia. De acordo com a polícia e especialistas, o número de roubos na Santa Ifigênia pode ser explicado pela concentração de dependentes químicos e traficantes na região da cracolândia, que fica na área do 3.º DP.

O comerciante Marco Aurélio Santos, de 49 anos, é parte dessa estatística. Ele inaugurou uma loja de equipamentos de informática na Rua Timbiras em 23 de dezembro. Depois disso, foi assaltado três vezes. "Levaram dois celulares, um notebook e um monitor LCD. Em uma das vezes, meu filho correu atrás do bandido, mas não vale a pena. O jeito é ter cuidado", afirma o vendedor.

Iluminação. Para a Associação de Moradores de Santa Ifigênia e Luz, é preciso reforçar o policiamento no período da noite. "Durante o dia vemos a circulação da PM na região, mas à noite isso aqui fica abandonado", diz a presidente da entidade, Paula Ribas. "Já vi ataques na Avenida Ipiranga e na São João. A criminalidade vai diminuir muito se melhorarem a iluminação em alguns pontos."

A Câmara de Dirigentes Lojistas da Santa Ifigênia (CDL) afirma estar disposta a fazer parcerias com a polícia. "A gente pode doar câmeras para a polícia monitorar a região, principalmente à noite. Também estamos fazendo um projeto de revitalização para melhorar a iluminação do bairro", diz o presidente, Joseph Hanna Fares Riachi.

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