Na Califórnia, carros viram solução para rua comercial

Na contramão do que costuma pregar a maioria dos urbanistas, as autoridades de Sacramento, capital da Califórnia (EUA), deixaram de ver os automóveis como vilões dos problemas urbanos, e sim como salvação de uma rua. Em breve, os carros vão circular novamente pela Rua K, uma via comercial da qual foram banidos no fim dos anos 60 para dar espaço aos pedestres e às linhas de bonde.

, O Estado de S.Paulo

02 de maio de 2010 | 00h00

Quando a rua foi fechada para os veículos, em 1969, a ideia era criar um shopping a céu aberto. Era uma tendência nos Estados Unidos: entre 1959 e 1984, cerca de 130 cidades americanas impediram o tráfego de carros em ruas centrais com o mesmo objetivo de Sacramento.

Quatro décadas depois, a prefeitura pediu e o Poder Legislativo local deu autorização para reverter a medida como forma de revitalizar a Rua K. Ultimamente, a via anda tão calma que é possível ouvir pássaros cantando, enquanto as registradoras de lojas e restaurantes fazem menos barulho do que seus donos gostariam de ouvir. Para esses comerciantes, o ronco dos motores vai soar como música - de festa ou de despedida final.

Uma ponte no lugar do Caminho do Diabo

Diz uma lenda mexicana que, quando Lúcifer foi expulso e caiu do céu, sua espinha quebrada recortou a Sierra Madre de tal forma que deu origem ao Caminho do Diabo, uma estrada cujo apelido não demanda explicações. Agora, o governo quer modernizar a rota que liga o interior do país à costa do Oceano Pacífico construindo uma nova rodovia e nada menos que 63 túneis e 32 pontes, incluindo a segunda maior passagem desse tipo no mundo, com 390 metros de altura. Seria possível passar o Empire State, de Nova York, sob o vão da futura ponte mexicana.

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