''Na bebida que conheci o crack''

ENTREVISTA

Pablo Pereira, O Estado de S.Paulo

19 de setembro de 2011 | 00h00

Etelvi Nascimento Silva

Padeiro, 28 anos, usuário de crack

Em tratamento pela terceira vez, o padeiro Etelvi Nascimento Silva, de 28 anos, é interno de clínica em Juazeiro (BA).

Como foi o seu contato com a droga? Quanto custa uma pedra?

Foi em Floresta (PE), por curiosidade. Uma pedra custa R$ 10. Através da bebida conheci o crack, há uns cinco anos. Depois passei em Alagoas. Lá também tinha. E pior em Canapi, cidade menor que Floresta.

O crack chegou às pequenas cidades brasileiras?

Com certeza. E forte. Tem em Itacuruba, muito pequena, negócio de 10 mil habitantes.

Quando pediu ajuda?

Já tinha acabado tudo em casa. O que era meu, de meus pais. E já começava a roubar. Foi aí.

Qual é o apoio dado na clínica?

Temos médicos, psicólogos, terapias intensivas e o apoio daqueles que nos ajudam, que já passaram por isso, e sabem como é o manuseado do usuário, como lidar com ele.

 

 

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