Na Bahia, população se revolta e prefeito foge

Uma onda de protestos contra a violência em Valença (BA), cidade litorânea a 255 quilômetros ao sul de Salvador, levou o prefeito, Ramiro Campelo de Queiroz (PR), a fugir e procurar abrigo na capital.

Tiago Décimo, O Estado de S.Paulo

26 de fevereiro de 2011 | 00h00

As manifestações começaram na tarde de quinta-feira, na frente da Câmara Municipal. O estopim foi a demora para a liberação do corpo de um jovem de 25 anos assassinado em casa, durante assalto, na noite anterior. A população passou a cobrar das autoridades mais segurança e a contratação de legistas. Manifestantes atearam fogo em pneus nas ruas, quebraram vidros e portas de lojas, da Câmara e da prefeitura e saquearam ao menos dez estabelecimentos comerciais - alguns da família do prefeito, que tem uma concessionária e lojas de móveis e eletrodomésticos.

Segundo a delegada Glória Isabel Santos Ramos, as manifestações foram contidas ainda na noite de quinta-feira. Três foram detidos em flagrante por furto. Os objetos, segundo a polícia, foram recuperados.

O prefeito decidiu voltar à cidade hoje. Ele diz que pretende discutir a situação com o governador Jaques Wagner (PT). Em janeiro, foram registrados 11 assassinatos em Valença, ante sete em janeiro do ano passado.

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