Na Bahia, delegado é morto enquanto dava entrevista a rádio

Vítima falava com radialista ao vivo, por telefone, quando foi baleado; dois dos três suspeitos foram detidos

, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2010 | 00h00

A população do município de Camaçari, região metropolitana de Salvador, ouviu pelo rádio o assassinato do delegado titular da 18.ª Delegacia de Polícia da cidade, Clayton Leão, de 33 anos. O crime aconteceu na manhã de ontem, quando ele cruzava a Estrada da Cascalheira, entre Salvador e Camaçari, e concedia uma entrevista ao vivo, pelo telefone, ao programa "De olho na cidade", da Rádio Líder. No fim da noite, a Secretaria de Segurança Pública da Bahia anunciou a prisão de dois suspeitos.

Clayton estava acompanhado da mulher, que saiu ilesa. Segundo policiais, três homens, que estavam em um veículo branco, interceptaram o carro e atiraram. O delegado morreu na hora.

Policiais do Comando de Operações Especiais (COE), Caatinga e Rondas Especiais chegaram rapidamente ao local, alertados pelo locutor da emissora. Na entrevista, o delegado falava sobre a melhoria na segurança em Camaçari, o que o levou a morar na cidade com a família.

"Ouvimos um estampido e ele (delegado) começou a gritar "peraí, peraí". Em seguida, passamos a ouvir os gritos da mulher dele, desesperada, pedindo socorro. Achamos que tinha ocorrido um acidente, depois, ouvimos a mulher dizer que ele fora atingido", contou o radialista Raimundo Rui. Segundo ele, a entrevista seria no estúdio, mas como o delegado não chegou a tempo, optou por ligar e falar por telefone. "Ele parou o carro na estrada e começou a falar", disse.

Quem foi. Clayton Leão foi coordenador do Grupo de Repressão a Roubo a Estabelecimento Financeiro e do COE, onde atuou durante quatro anos. Atualmente, combatia o tráfico de drogas.

Em dezembro, participou de operação para desarticular uma quadrilha de roubo de cargas que atua nas estradas baianas, prendendo dez pessoas em Camaçari. / ELIANA LIMA, ESPECIAL PARA O ESTADO

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