Na Austrália, morador é avisado de cheia

Longe das chuvas no Rio, o físico carioca Eric Cavalcanti, de 33 anos, enfrentou a enchente que abala Brisbane, no leste da Austrália. Ele mora na cidade, onde foi fazer doutorado, há sete anos. Vive no bairro de Yeronga, um dos mais afetados pela enxurrada que matou 12 pessoas.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

14 Janeiro 2011 | 00h00

Na terça-feira, recebeu uma carta da prefeitura avisando que sua casa seria tomada pela água. Empacotou os pertences mais valiosos e se abrigou na casa de um amigo. "A carta da prefeitura chegou um dia antes da enchente, avisando que minha casa seria alagada, informando o horário previsto do pico e dando instruções sobre o que fazer, além de telefones de contato para emergência e abrigos", disse, ontem à noite, por telefone.

O que mais impressiona Cavalcanti é o discurso segundo o qual não se pode prever uma tragédia como a que afetou a região serrana do Rio. "Aqui, tinha um site com todas as informações sobre o nível do rio, que estava sendo monitorado. Em alguns lugares de Queensland, a chuva foi tão grave quanto aí, levou casas e carros, só que uma grande parcela da população foi avisada."

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