Na Anhanguera, complexo piorou a situação

No acesso à Marginal do Tietê pela Rodovia Anhanguera, há trânsito diário para quem sai de Osasco na direção da capital. Em 2010, foi concluída a construção de um complexo viário que custou R$ 233 milhões aos cofres do governo do Estado e à concessionária Autoban, que administra a via. O projeto prometia "desafogar o trânsito na chegada à capital paulista", mas dados estatísticos do DER e da própria concessionária mostram que houve um aumento no volume de tráfego na região.

BÁRBARA FERREIRA SANTOS, O Estado de S.Paulo

06 de abril de 2013 | 02h04

Mesmo com a construção de cinco viadutos, 14 quilômetros de marginais, 6 km de faixas adicionais e seis passarelas, o volume diário médio na via aumentou de 21.171 veículos, em 2010, ano em que a obra foi entregue, para os atuais 28 mil veículos no sentido São Paulo, entre Osasco e capital. Em todo o Sistema Anhanguera-Bandeirantes, circulam de segunda a sexta-feira cerca de 850 mil veículos, 350 mil só na Anhanguera.

Moradores reclamam que as avenidas paralelas à rodovia foram ainda mais prejudicadas depois da construção do complexo. Nas Ruas Manuel Monteiro de Araújo e Alexandre Colares, que ficam ao lado da Anhanguera no sentido capital, ônibus e carros formam filas extensas nos horários de pico.

Welson Gonçalves Barbosa Junior, de 45 anos, explica que o trânsito começou a se estender durante todo o dia depois das obras. "Está muito ruim. Não tem mais horário para trânsito. Fica cheio das 6h às 20h. Foi um custo alto para um benefício quase nulo."

Eugenia de Fátima Garcia, de 40 anos, relata que as vias urbanas não absorvem o volume de carros que querem alcançar a Anhanguera, a partir do km 25, na direção de São Paulo. "Todas as ruas e avenidas foram prejudicadas na saída dos bairros."

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