Na abertura, ele destaca a força da vida de Oswald

Aplaudido de pé ao entrar no palco da Tenda dos Autores, Antonio Candido relembrou, ontem à noite, a obra de Oswald de Andrade a partir de fatos de sua vida. Colocou-o, assim, no patamar de Oscar Wilde, ou seja, o do escritor que é colocado acima da própria obra. "Isso contribuiu para ofuscar seu trabalho literário", observou. "A mitologia criada à sua figura atrapalhou uma melhor percepção crítica."

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

07 Julho 2011 | 00h00

Segundo Candido, também a dificuldade em se encontrar os livros do escritor, além da suscetibilidade de Oswald em aceitar críticas negativas, coroaram o ofuscamento. "É de se lamentar, pois era um homem com opiniões, ideias consistentes."

Também na mesa, o crítico José Miguel Wisnik destacou a antropofagia pregada pelo escritor como algo a se assimilar e não apenas a deglutir.

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