Na 1ª tragédia da gestão, Dilma libera R$ 780 mi

Presidente, que deve visitar área atingida hoje, assinou ontem medida provisória; em 2010, União gastou R$ 2,5 bilhões com desastres naturais

Marta Salomon e Lisandra Paraguassu, O Estado de S.Paulo

13 Janeiro 2011 | 00h00

A presidente Dilma Rousseff assinou ontem medida provisória liberando R$ 700 milhões para o Ministério da Integração Nacional, a serem usados pela Defesa Civil, e R$ 80 milhões para o Ministério dos Transportes, para reconstrução de rodovias. Os recursos deverão ser usados para sanar problemas causados por desastres, como a catástrofe no Rio. Foi a primeira tragédia da gestão Dilma.

Sem dinheiro no Orçamento da União para resposta a desastres, a Integração Nacional pediu o crédito extraordinário de R$ 700 milhões.

De acordo com a pasta, R$ 100 milhões serão destinados à prevenção. O programa começou o ano com menos de um terço da previsão inicial de gastos autorizada em 2010: R$ 137,5 milhões. Sem autorização para gastar na lei orçamentária de 2011, o programa de resposta a desastres deve ficar com R$ 600 milhões.

O pedido de crédito extraordinário ocorre no momento em que o governo Dilma analisa cortes bilionários no Orçamento da União.

O valor solicitado supera a metade dos gastos previstos neste ano com a mais importante obra da Integração Nacional, a transposição do Rio São Francisco.

Ainda segundo a pasta, obras de prevenção não previstas dependerão de planos de trabalho e ações de socorro serão analisadas a partir de pedidos dos prefeitos.

Em 2010, a União gastou R$ 2,5 bilhões com prevenção e resposta a desastres. Os gastos autorizados em lei eram de R$ 3,5 bilhões. A prevenção ficou com a fatia menor. A proposta de lei orçamentária de 2011 chegou ao Congresso com apenas R$ 31,2 milhões de gastos previstos com prevenção de desastres. A autorização para gastos em 2010 foi de R$ 425 milhões.

Hospital. O Hospital de Campanha da Marinha socorrerá nos próximos dias a população da região serrana do Rio. A determinação foi dada pelo ministro da Defesa, Nelson Jobim. "Os caminhões começam a viagem na manhã da sexta-feira", disse o ministro.

REPERCUSSÃO

Clarín

"Dilma e sua primeira crise: centenas de mortos por causa das chuvas no Brasil" era a chamada no site do jornal argentino Clarín ontem à noite. A reportagem destacava as mortes no Rio e em São Paulo e lembrava também a catástrofe no Morro do Bumba, em abril de 2010.

The New York Times

A página internacional do site do jornal americano The New York Times anunciava ontem que eram 239 os mortos no País pela tragédia no Rio. "Alguns sobreviventes se seguraram em árvores para escapar da água e dos deslizamentos de terra."

The Guardian

O portal do jornal britânico The Guardian registrava ontem à noite o drama para resgatar as vítimas na região serrana do Rio, onde bombeiros morreram e dezenas de pessoas foram soterradas enquanto dormiam.

El País

"Mais de 200 mortos no Brasil por causa das chuvas", dizia o site do jornal espanhol El País. As mortes em São Paulo também foram lembradas.

Le Monde

Com destaque na primeira página de seu site, o jornal francês Le Monde anunciava: "Brasil: chuvas matam mais de 250 em dois dias". O balanço parcial de mortes incluía as vítimas da chuva em São Paulo.

Corriere della Sera

No portal do italiano Corriere della Sera, a notícia sobre o mau tempo que havia causado 237 mortes no Brasil. Em nota da agência Ansa, autoridades brasileiras classificavam a situação como "crítica".

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