Nº de mortos já passa de 120 desde 3ª

Entre eles estão oito moradores de rua de Salvador; governo investiga se PMs estão envolvidos nos assassinatos e atos de vandalismo

SALVADOR, O Estado de S.Paulo

08 de fevereiro de 2012 | 03h05

Mais de 120 pessoas já foram mortas na Região Metropolitana de Salvador desde o início da greve de policiais militares, segundo a Secretaria de Segurança Pública da Bahia. A média de 15 assassinatos por dia é mais do que o dobro da média diária de 2011 - 6,2. Com problemas nos registros desde anteontem, quando hackers derrubaram os sites oficiais, a secretaria não havia conseguido fechar todos os números até as 20 horas.

Entre os mortos estão oito moradores de rua de Salvador, baleados na sexta-feira, incluindo uma mulher que amamentava a filha de 7 meses na Praça da Piedade, no centro. Na sequência, quatro sem-teto foram mortos no bairro de Pituaçu e três, no bairro de Valéria. A Polícia Civil investiga a participação de PMs no massacre, mas não dá detalhes. Também foram abertas investigações contra os grevistas envolvendo vandalismo, saques e outros homicídios.

Líderes do movimento negam qualquer participação nos casos e cobram do governador Jaques Wagner - que também levantou a suspeita - provas do envolvimento dos agentes públicos. Outros casos sob investigação do governo estadual incluem a detenção de ônibus e o bloqueio de vias por homens encapuzados, na terça e na sexta-feira da semana passada. O ataque e posterior incêndio de um ônibus escolar em Salvador, anteontem, por um grupo armado, também chamou a atenção das autoridades

Mandados. A União já enviou agentes da Polícia Federal para Salvador, para cumprir 12 mandados de prisão contra os PMs grevistas por roubo de viaturas e formação de quadrilha - 2 já haviam sido detidos. O comando grevista informa que nove dos foragidos já teriam deixado a Assembleia Legislativa, na madrugada de anteontem. O último mandado recai sobre o líder da ação na Assembleia, Márcio Prisco. /TIAGO DÉCIMO

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