TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO
TIAGO QUEIROZ/ESTADÃO

Mutirão de limpeza de Doria conta com doação de horas extras dos garis

Agentes fariam trabalho com custo pago por 10 concessionárias da cidade, em uma espécie de doação à Prefeitura

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

29 Dezembro 2016 | 13h23

SÃO PAULO -  O prefeito eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou na manhã desta quinta-feira, 29, detalhes de seu programa Cidade Linda, um mutirão de ações de limpeza e zeladoria que vai começar na próxima segunda-feira, 2, primeiro dia útil de seu mandato. 

Doria promete colocar nesta primeira ação, que ocorre no eixo da Avenida Nove de Julho, do centro à zona oeste, 1.291 agentes de limpeza, e disse que o programa terá "custo zero" aos cofres municipais: os agentes fariam trabalho em suas horas extras, com custo pago por 10 concessionárias da cidade, em uma espécie de doação à Prefeitura. 

"Não haverá nenhum prejuízo (aos serviços em outras regiões da cidade). Ao contrário, haverá vantagens: Nós teremos as ações feitas por mais de 1.200 de diferentes empresas que prestam serviço à cidade de São Paulo", disse Doria. "Todas elas são voluntárias na mão de obra, nos equipamentos e nos materiais necessários. Foi uma negociação conduzida pessoalmente por mim", afirmou. 

Doria prometeu ainda que nenhuma outra região da cidade terá redução dos serviços enquanto os mutirões estiverem ocorrendo. O cronograma anunciado nesta manhã detalhou a programação dos mutirões até março, com a inclusão de vias como as Avenidas Paulista, Santo Amaro, Tiradentes, Ipiranga, São João e Mateo Bei, na zona leste. 

Outra promessa é que as lixeiras atuais da cidade, de 35 litros, sejam substituídas por outras, de 150 litros. 

"Os pichadores, é melhor mudarem de emprego", disse o prefeito eleito, ao dizer que as ações vão limpar pichação nos muros. Ele anunciou que fará um programa chamado "Arte urbana", com oficinas de grafite, e administração do artista Eduardo Kobra. 

Moradores de rua. A gestão Doria prometeu um tratamento humanitário para a população de rua que habita o eixo da Nove de Julho, mas Doria se esquivou em dizer se ele agirá para retirá-los dali.  "Oportunamente, a Sonia Francine (secretária da Assistência Social) vai falar com vocês a esse  respeito", disse.      

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