Museus são vulneráveis, dizem especialistas

"Por que se espera que as obras de arte estejam mais protegidas que nós?", indaga o curador-chefe do Museu de Arte de São Paulo (Masp), Teixeira Coelho, quando se repercute segurança. "Há muitos museus europeus em que a segurança é mínima, como em Portugal ou na Espanha, e há nos Estados Unidos instituições bem protegidas, como o MoMA (de Nova York)."

Camila Molina, O Estado de S.Paulo

21 de maio de 2010 | 00h00

No Brasil, o Masp foi palco de roubo, em dezembro de 2007, em que foram levadas telas de Pablo Picasso e de Cândido Portinari. Em junho de 2008, da Estação Pinacoteca foram furtadas obras de Di Cavalcanti, gravuras de Picasso e guache de Lasar Segall. As obras foram recuperadas e a segurança, reforçada.

"A segurança do Museu do Louvre é perfeita e esse caso do Museu de Arte Moderna de Paris revelou que é displicente", diz o marchand Jones Bergamin, diretor da Bolsa de Arte do Rio. Para ele, os museus brasileiros "são muito inseguros", principalmente os públicos.

Para Fábio Magalhães, ex-diretor do Masp e da Pinacoteca, a vulnerabilidade é algo que ocorre no Brasil e no exterior. Segundo ele, como não há mercado para obras de museus, o problema são os roubos de peças particulares. "Sou contrário ao exagero de medidas de segurança que expulsam o público dos museus. As pessoas são revistadas como bandidos", afirma. "A vida vale mais que uma obra de arte."

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