VALERIA GONCALVEZ/ESTADAO
VALERIA GONCALVEZ/ESTADAO

Museus de SP investem em câmeras e vigilância

Detectores de fumaça também são apostas de importantes instituições paulistanas

Pedro Rocha, Especial para o Estado

04 Setembro 2018 | 03h00

Para evitar tragédias como a que aconteceu no Museu Nacional, no Rio, importantes museus paulistas investem na vigilância de seus espaços 24 horas, na instalação de câmeras de segurança e detectores de fumaça, e na revisão periódica de alarmes e sistemas anti-incêndios.

A Pinacoteca – o museu mais antigo da cidade, fundado em 1905 pelo governo do Estado – mantém como obrigação, em contrato, investir 6% da verba em segurança. “Nos últimos 12 anos temos feito investimento regular em tecnologia, equipamento e no treinamento de pessoas”, diz o diretor financeiro da instituição, Marcelo Dantas.

Segundo Dantas, os três itens citados são fundamentais para evitar incêndios no museu. A Pinacoteca também conta com uma central de monitoramento com mais de 150 câmeras e com detectores de fumaça. Se um detector é acionado, rapidamente, pelas câmeras, é possível ver a origem do fogo. “As equipes, então, já fazem o diagnóstico.” A instituição tem ainda diferentes tipos de extintores de incêndio, mas evita os chamados sprinklers. 

Procurado após o incêndio no Museu Nacional, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp) informou que a brigada de incêndio da instituição conta com sete bombeiros 24 horase sete dias por semana nas suas dependências, além de 18 seguranças que se revezam no monitoramento do edifício.

Os hidrantes, extintores e alarmes, segundo a instituição, são constantemente checados e as instalações elétricas, revisadas com frequência. “Recentemente, trocamos os alarmes contra incêndio e, neste momento, estamos trocando as portas corta fogo”, diz o Masp, por meio de nota.

O Masp afirma que recebeu dos bombeiros, em 2008, a classificação de baixo risco de incêndio, uma vez que não armazena grandes quantidades de materiais combustíveis pois a edificação é constituída basicamente de concreto e vidro. Em museus que sofreram incêndios recentemente, as estruturas eram, em grande parte, de madeira. 

Preocupação

Para especialistas, a segurança preocupa mais em museus fora de São Paulo. A consultora de arte brasileira Bianca Cutait, membro de 17 museus pelo mundo, cita que o Museu de Arte do Rio de Janeiro (Mar) possui uma rachadura preocupante. Para a professora Maria Eleutério, da Fundação Armando Álvares Penteado (Faap), instituições com arquivos em papel devem reforçar os cuidados. “A Biblioteca Nacional, por exemplo, tem acervo combustível.”

Em nota enviada ao Estado, o MAR se defende das acusações. Leia na íntegra abaixo:

As edificações que compõem o Museu de Arte do Rio – MAR, cujas obras de reforma e restauro foram concluídas em 2011 e 2013, são monitoradas e passam por uma avaliação periódica que visa garantir a segurança estrutural. Neste ano de 2018, os dois prédios receberam da Prefeitura Municipal do Rio de Janeiro o Comunicado de Adequação, que atesta a segurança das edificações e é válido por 5 anos. Também em 2018 o MAR teve seu Certificado de Registro emitido pelo Corpo de Bombeiros do Estado do Rio de Janeiro, com validade de 12 meses.

Os dois edifícios do MAR dispõem ainda de Sistema de Detecção e Alarme de Incêndio, que inclui detectores de fumaça em todas as salas e com botões acionadores de alarmes em todos os andares. A manutenção do sistema é feita quinzenalmente por empresa especializada. Cada prédio conta ainda com uma equipe de bombeiros civis durante 24h, todos os dias da semana.

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