Museu terá memória da comunidade

 

, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2010 | 00h00

 

 

 

As pesadas portas do templo Beth-El, na Rua Martinho Prado, centro de São Paulo, serão abertas a todos a partir de 2013. Deixarão de receber convidados para casamentos e Bar Mitzvahs e passarão a ser entrada para interessados na história da comunidade judaica no País.

O diário de Lore Dublon deve ser um dos destaques entre as cerca de mil peças do acervo do futuro Museu Judaico de São Paulo, que ficará na antiga sinagoga. As obras de adaptação do espaço foram aprovadas no mês passado pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano. Elas devem começar em março e estão estimadas em R$ 22 milhões. Parte do dinheiro foi obtida por meio de leis de incentivo à cultura - o museu ainda procura apoiadores.

Além do diário, também serão expostos outros objetos da época do Holocausto - como um relógio trazido da Alemanha com livro de oração escondido dentro -, utensílios domésticos usados na Polônia, Rússia e Turquia nos séculos 18 e 19, gravuras e quadros. "A forma como tudo será exposto ainda está sendo definida, mas será uma representação completa da história da comunidade no País", disse a diretora de acervo do museu, Ruth Tarasantchi.

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