Museu de SP reunirá 40 mil peças na Casa das Retortas

Projeto pretende reunir no imóvel do século 19 acervos que recontam a história do Estado e hoje estão espalhados

Diogo Zanchetta, O Estado de S.Paulo

19 de julho de 2010 | 00h00

Na esquina da Rua do Gasômetro com a Avenida do Estado, o governo do Estado iniciou a recuperação da Casa das Retortas, a sede da primeira empresa fornecedora de energia a gás na cidade, inaugurada em 1872. O local está em obras para receber o Museu da História de São Paulo. A proposta do novo museu é reunir, em 4 mil metros quadrados de exposições, uma história hoje contada aos pedaços, distribuída entre os diversos espaços culturais do Estado, que somam, ao todo, 40 mil peças históricas.

O objetivo do governo é centralizar esse material que hoje está espalhado por museus do interior, que muitas vezes não possuem verba para fazer a manutenção de seus acervos.

Tour. No novo museu, a visita deve começar pelo porão da Casa das Retortas, na qual estão os antigos fornos onde era colocado o carvão mineral para a produção do gás que gerava a luz elétrica do século 19.

Na subida até o térreo do edifício de arquitetura inglesa, será apresentada a São Paulo do período do pré-descobrimento do Brasil, com descrição detalhada dos povos indígenas que habitavam a região. Entre os mezaninos, haverá "ilhas" onde o visitante poderá aprofundar os assuntos, por meio de vídeos, maquetes e exposições multimídia. O passeio terminará em um prédio anexo, de cerca de 2 mil metros quadrados, que será construído entre a Casa das Retortas e o pavilhão onde eram guardados os materiais da antiga fábrica de gás - que será preservado e destinado a exposições temporárias.

Atrás dos prédios será construída uma praça que conservará os trilhos dos carrinhos de carvão. A obra também prevê instalação de livraria, restaurante e lojas de souvenirs.

Em um novo prédio, de cerca de 6 mil metros quadrados em forma de ferradura, será construído o Centro Paulista de Documentação, batizado de SPDoc, que reunirá parte do acervo do Arquivo Público do Estado. O projeto do complexo foi feito pelo arquiteto Pedro Mendes da Rocha.

A previsão é de que o investimento total na reforma e no novo espaço cultural seja de cerca de R$ 70 milhões. A construção de uma passarela sobre a Rua da Figueira, que uniria o museu ao Espaço Catavento, na antiga sede do Palácio das Indústrias, foi excluída do projeto.

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