Epitacio Pessoa/Estadão
Epitacio Pessoa/Estadão

Museu de arqueologia está fechado há 5 anos na Grande São Paulo

Espaço em Carapicuíba deveria receber peças descobertas durante obras do Rodoanel, mas não tem previsão de abertura

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

21 de abril de 2019 | 03h00

SÃO PAULO - Alguns milhares de artefatos arqueológicos foram encontrados durante as obras de trechos do Rodoanel na capital e na região metropolitana de São Paulo. Em princípio, parte desse acervo deveria ser exposto em um novo museu na Aldeia de Carapicuíba, na Grande São Paulo. O imóvel chegou a ser erguido há cinco anos, mas nunca abriu. Hoje, nenhuma instituição se responsabiliza pela situação.

Além da indefinição sobre a abertura, também não são divulgadas mais informações sobre os objetos que seriam expostos no local. O que foi informado, em 2009, é que dentre eles, estão itens do século 18 encontrados no trecho sul do Rodoanel, como cerâmicas, telhas e louças

Questionada pelo Estado, a prefeitura de Carapicuíba se restringe a dizer que as peças que seriam expostas estão guardadas na Universidade de São Paulo (USP), "entre outros locais". 

Responsável pela obra, a Dersa diz que já concluiu a participação no projeto, com custo de R$ 2,3 milhões. A empresa diz que "a implantação e abertura são de responsabilidade da Prefeitura de Carapicuíba".

Já o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) diz que o acordo com a Dersa prevê ainda a instalação do projeto museográfico. "Até o momento, o instituto não recebeu para avaliação e aprovação o projeto museográfico", informou em nota.

A prefeitura de Carapicuíba declara, por sua vez, que reabriria o local por meio de um convênio com a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) para a implantação de um centro de estudos arqueológicos. A Unifesp diz, no entanto, ter encerrado as negociações.

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