Museu conta a história da Medicina

O Museu da Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo, que fica no edifício da provedoria da instituição, abriga mais de 7.500 itens. Fundado em 2000, o espaço reúne manuscritos, fotografias, mobiliário, esculturas e instrumentos cirúrgicos antigos. Alguns objetos chegam a ter 450 anos e contam como evoluíram as técnicas médicas e a vida paulistana. Muitos foram doados ou desenterrados de sótãos, ferros-velhos e antigos depósitos.

O Estado de S.Paulo

07 de abril de 2013 | 02h09

No local, há antigas arcas, onde estão as primeiras telhas e tijolos usados na construção do Complexo Hospitalar, há 120 anos. Há ainda retratos pintados por artistas como Tarsila do Amaral, Benedito Calixto, Paulo Valle Júnior e Almeida Júnior, entre outros.

Um dos itens que despertam mais curiosidade é a Roda dos Expostos, um armário rotativo que ficava sobre os muros da Santa Casa, onde as crianças rejeitadas eram colocadas e passavam a ser criadas pelas freiras. Cerca de 5 mil crianças foram educadas entre os muros da instituição, entre 1876 e 1949. O primeiro bebê registrado no livro dos excluídos foi Adriana da Silva Albuquerque, em 16 de novembro de 1876.

O museu tem também uma homenagem aos combatentes da Revolução de 1932, na sala de Objetos Históricos, onde há medalhas e objetos usados pelos paulistas no combate. Entre as publicações, está o Tratado de Medicina do médico português João Cardoso de Miranda, que ensina diversos tratamentos médicos praticados em 1748, como colocar chumaço de pelo de cachorro ou de gato para atrair as pulgas que estiverem no ouvido de um paciente. / B.F.S.

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