FELIPE RAU/ESTADÃO - 18/04/2018
FELIPE RAU/ESTADÃO - 18/04/2018

Muro de vidro da USP é danificado pela sexta vez

Segundo testemunha, ocupante de um caminhão lançou um objeto contra o painel enquanto trafegava pela Marginal Pinheiros; é a segunda ocorrência neste mês

Paulo Roberto Netto, O Estado de S.Paulo

12 Junho 2018 | 12h59
Atualizado 12 Junho 2018 | 18h54

SÃO PAULO - Um dos painéis do muro de vidro da Raia Olímpica da Universidade de São Paulo (USP), na Marginal Pinheiros, na zona oeste da capital paulista, foi quebrado nessa segunda-feira, 11. Apesar de rondas no local, é a sexta vez que a estrutura é danificada neste ano.

Segundo a Prefeitura de São Paulo, a Guarda Civil Metropolitana notou o vidro quebrado na tarde dessa segunda-feira. Uma testemunha relatou aos agentes que um ocupante de um caminhão que trafegava pela marginal lançou um objeto contra o muro de vidro. 

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A ocorrência foi registrada na 93º Delegacia de Polícia Civil (Jaguaré) como dano ao patrimônio. "Para colaborar com a segurança do local, desde abril a Prefeitura fez um convênio com a universidade para que a Guarda Civil Metropolitana possa patrulhar a área 24 horas", garante a Prefeitura, em nota.

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Apesar do reforço da segurança, é a sexta ocorrência registrada no local desde o começo do ano. A mais recente ocorreu na última quinta-feira, 7. O dano foi constatado pelos agentes durante uma ronda. Anteriormente, em 28 de abril, um homem de 38 anos foi preso por furtar uma coluna de alumínio arrancada do muro de vidro. O suspeito havia acabado de quebrar um vidro quando foi surpreendido pela Guarda Civil Metropolitana.

Orçada em R$ 20 milhões, a instalação dos vidros no muro que separa a raia olímpica da Marginal Pinheiros tem conclusão prevista para a primeira quinzena de julho. De acordo com a Prefeitura, os painéis estão sendo custados por mais de 45 empresas e não oneram a universidade. "A manutenção é feita pela USP e os vidros que estão sendo substituídos fazem parte de peças extras de reposição", garante a Prefeitura.

Questionada, a Prefeitura Municipal de São Paulo não respondeu se a Secretaria Municipal de Segurança Urbana e a Guarda Civil Metropolitana estudam novas medidas para evitar novos atos de vandalismo contra o muro.

Em nota, a Secretaria Estadual da Segurança Pública informou que laudos periciais estão em andamento e funcionários da instituição foram ouvidos no âmbito das investigações no 93.º DP. 

Histórico. O primeiro ataque contra o muro de vidro ocorreu 15 dias depois da inauguração, em 18 de abril. À época, um vigilante da universidade relatou aos policiais que avistou um homem nas proximidades do local atingido e que este havia dito que procurava por uma bolsa de uma mulher antes de fugir da região.

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Dois dias depois, no dia 20 de abril, mais três painéis de vidro foram depredados. No dia 24 do mesmo mês, após mais um ataque, a Prefeitura disse que "repudia os atos de vandalismo" e firmou convênio com a USP e a Guarda Civil Metropolitana para garantir o patrulhamento do entorno.

No dia 28 de abril, um homem foi preso por furtar coluna de alumínio após quebrar um dos painéis de vidro. A ocorrência mais recente foi registrada na última quinta-feira, 7 de junho.

 

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