Muro caiu e atingiu ossários

CEMITÉRIO CHORA MENINO

O Estado de S.Paulo

06 de junho de 2012 | 03h03

Estive no fim de maio no Cemitério Chora Menino, em Santana, onde os avós de minha mulher estavam enterrados. Os ossários estavam próximos a um muro que caiu em janeiro. Para nossa decepção, não só não havia mais muro, como não havia mais as gavetas. O pior é que o cemitério não avisou as famílias que tiveram suas gavetas destruídas! Uma falta de respeito e de organização para um cemitério tão tradicional. Para quem reclamar? Quem repara nosso prejuízo moral?

FLAVIO NASSER / SÃO PAULO

O Serviço Funerário do Município de São Paulo informa que já havia detectado o problema no muro do cemitério e, por isso, uma empresa trabalhava no local para a construção de um muro de arrimo. Durante a execução da obra, porém, por causa de uma forte chuva, o muro localizado na Rua Ararimã caiu e atingiu alguns ossários. O serviço destaca que o muro foi construído há mais de 100 anos e não possuía alicerces, colunas e fundações de sustentação, construção conhecida como muro de gravidade. Além disso, com o passar do tempo, com o desnivelamento entre a rua e a edificação, a pavimentação e o aumento constante de veículos, o muro ficou com a estrutura fragilizada. Diz que está em estudo a construção de um memorial, sem custo para as famílias, que abrigará os despojos dos ossários destruídos na queda, que, no momento, estão armazenados em gavetas de sepultamento. Garante que conseguiu preservar grande parte dos ossários.

O leitor reclama: Infelizmente, nada mais pode ser feito para a identificação dos despojos, mas o cemitério deveria ter retirado os restos mortais antes da reforma, o que evitaria essa tristeza.

VEÍCULOS ABANDONADOS Remoção demorada

No dia 4 de abril foi publicada uma reclamação de um carro abandonado numa rua e a Subprefeitura Vila Mariana respondeu que, em breve, faria a remoção. Na ocasião, escrevi que não acreditava na resposta. Estava certa. Até hoje o carro continua na Rua Santo Irineu, no quarteirão entre as Ruas Ouvidor Peleja e Padre Machado. Trata-se de um Passat vermelho, caindo aos pedaços, com ratos e baratas, que serve de esconderijo para usuários de drogas. Espero providências em breve, embora fosse interessante entender o que significa "em breve" para os serviços públicos.

ROSELY BORGHESE / SÃO PAULO

A Subprefeitura Vila Mariana informa que as ações necessárias já foram tomadas para providenciar a retirada do veículo citado. Esclarece que, para ser realizada a remoção de veículos abandonados, é necessário seguir procedimentos legais e administrativos, conforme prevê o artigo 161 da Lei 13.478, além de consultas ao órgão de Segurança Pública e CET.

A leitora comenta: Já estamos em junho e ainda recebo esta resposta. Prometo comunicar à Coluna o ad aeternum a que será relegada essas "ações necessárias", se é que providências serão mesmo tomadas.

JARDIM SÃO PAULO

Cruzamento perigoso

O cruzamento da Avenida Leôncio de Magalhães com a Rua Gaspar Soares, no Jardim São Paulo, na zona norte, é um absurdo - eu mesmo já evitei que uma pessoa fosse atropelada. Embora haja um semáforo nesse cruzamento, a sinalização não é respeitada nem pelos pedestres nem pelos carros, caminhões e ônibus. Também nesse cruzamento existe um supermercado e os caminhões que fazem entregas no local estacionam nas travessas estreitas da região, nos dois lados, o que, infelizmente, é permitido pela CET. O risco de atropelamento é iminente, principalmente depois das 16 horas, quando o fluxo de pessoas e veículos aumenta consideravelmente. Faz-se necessária uma ação urgente da CET e da Prefeitura, no sentido de sinalizar melhor o local, proibir o estacionamento nas travessas e na Avenida Leôncio de Magalhães, no trecho do Metrô até a Rua Outeiro da Cruz.

CARLOS MENDONÇA FILHO

/ SÃO PAULO

A CET informa que fiscaliza constantemente as condições do tráfego na Avenida Leôncio de Magalhães e no referido cruzamento - em abril e maio houve 23 autuações por estacionamento irregular e avanço de semáforo vermelho e 32 remoções. Quanto à permissão de estacionamento, informa que a liberação de vagas nas proximidades da Estação Jardim São Paulo do Metrô é reivindicação da comunidade.

O leitor reclama: A resposta da CET é óbvia e já era esperada. Minha queixa é clara. Não se trata de multas, remoções de veículos ou fiscalização, mas de vidas que podem se perder nesse cruzamento.

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