Municípios temem resolução da ANA para Cantareira

Municípios temem resolução da ANA para Cantareira

Agência Nacional de Águas propõe reduzir em até 30% a captação na bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ)

Rene Moreira, O Estado de S. Paulo

03 de outubro de 2014 | 03h00

SÃO PAULO - Municípios e indústrias do interior de São Paulo e Minas temem que a crise do Sistema Cantareira seja ampliada com a resolução proposta pela Agência Nacional de Águas (ANA). Por meio de documento redigido em parceria com o Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE), órgão ligado ao governo paulista, a ANA propõe reduzir em até 30% a captação de água na bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ).

A proposta, ainda em discussão, estabelece que as restrições serão feitas quando a soma de todos os reservatórios do Cantareira estiver em 5%.

A minuta com as normas foi apresentada em encontros realizados em Campinas e Extrema, em São Paulo e Minas, nos últimos dias, e deve ser finalizada neste mês. Prefeitos não concordam em ficar com a água suspensa para o abastecimento durante cinco horas diárias e ainda não recebê-la por seis horas nas indústrias e propriedades agrícolas. As partes têm até o dia 8 para apresentar por escrito suas considerações.

“Já no terceiro dia de suspensão, como eles querem, teríamos um colapso no sistema”, disse Alexandre Grego, engenheiro da Companhia de Saneamento de Minas (Copasa). Ele reclamou ainda do horário em que sugerem racionamento em cidades servidas pelo Rio Jaguari. “Como podemos fazer racionamento das 7 às 12 horas, que é o horário de maior consumo?”

A ANA alegou que a proposta tenta preservar o que resta do Cantareira. “A ideia é que as regras sejam perenes e continuem valendo depois do atual período hidrológico extremamente restritivo”, disse Vicente Andreu, presidente da ANA. Ele contou que as medidas deverão ser tomadas em 20 dias.

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