Município de SP com 50% da população presa elege carcereiro como prefeito

Em Lavínia, metade da população está atrás das grades; prefeito eleito é agente penitenciário e já trabalhou num dos presídios da cidade

Fábio Leite, O Estado de S. Paulo

15 Janeiro 2014 | 22h51

Com três penitenciárias superlotadas, a cidade de Lavínia, no oeste paulista, tem mais da metade de seus habitantes na prisão. Dos 9.995 moradores contabilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 5.288 estão presos nas unidades que têm capacidade total para 2.304 detentos.

Não à toa que em 2012 Lavínia elegeu um carcereiro como prefeito. Mário Hiroshi Yamashita (PSDB), de 63 anos, é agente penitenciário e já trabalhou num dos presídios da cidade.

Segundo ele, as penitenciárias, inauguradas a partir de 2002 a 3,5 km do centro, turbinaram a economia a ponto de ele pleitear a quarta unidade. "Só com a folha de pagamento dos 800 funcionários, são R$ 2,5 milhões por mês. Antes só tinha um táxi. Hoje são 35. Pousada, não tinha nenhuma. Hoje temos seis. A cidade fica mais segura porque tem mais policiais", disse.

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