Municipal: café e restaurante abrem em julho

As 15 mesas para duas pessoas serão colocadas onde era o salão de chá; bufê vai custar R$ 42

Cristiane Bomfim, O Estado de S.Paulo

04 de junho de 2011 | 00h00

O restauro da fachada, das paredes internas e a substituição de sistemas de luz e som não são as únicas novidades do Teatro Municipal, que reabre ao público em 12 de junho. O local vai passar a ter também um restaurante e um café administrados por Adolfo Gorenstein, que já comanda as cozinhas do Masp e da Sala São Paulo. A inauguração está prevista para 4 de julho e a curadoria gastronômica será de Sandra Valéria Silva, dona do Bistrô da Sara, no Bom Retiro.

O restaurante ocupará o mesmo espaço onde até a década de 1920 funcionava um refinado salão de chá frequentado pela alta sociedade paulistana. O local, no térreo, terá 15 mesas, para duas pessoas cada.

"O conceito é de um restaurante luxuoso que combine com a arquitetura do teatro. Ele vai misturar o clássico ao contemporâneo", explica a diretora do Municipal, Beatriz do Amaral. A empresa foi escolhida por licitação para instalar o serviço no local e vai pagar R$ 9.718 por mês à Prefeitura. O dinheiro vai para o Fundo Especial de Promoção de Atividades Culturais (Fepac).

Menu variado. Uma das exigências é a variação diária do cardápio. Nele, estarão pratos já conhecidos dos clientes do Bistrô da Sara, como as minilulas recheadas com farofinha de pistache no pomodoro picante. "Será um bistrô, com várias opções de pratos quentes e saladas. Diariamente teremos peixes, carnes, massas e risotos. Nosso diferencial será a mistura de ervas e especiarias no preparo", explica Sandra. O bufê custará R$ 42 por pessoa. As bebidas e a sobremesa são à parte.

O trabalho de Sandra será definir o cardápio, ensinar e acompanhar a equipe de cozinha - serão 12 pessoas, incluindo garçons - no preparo dos pratos do café e do almoço. "É como uma assessoria", explica ela. À noite, o restaurante servirá o público dos espetáculos e eventos especiais. A partir daí, o responsável é Gorenstein.

O ambiente e os móveis são criação dos irmãos Fernando e Humberto Campana. O restaurante terá espelhos de bronze. Latão e madeira são os outros materiais mais presentes. Tudo para valorizar a arquitetura do local. As mesas foram projetadas especialmente para o ambiente e as cadeiras fazem parte do acervo do Municipal. Pelo teatro ainda serão espalhadas ilhas com serviço de café.

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