Multa por greve do metrô só será decidida em 30 dias

O Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 2.ª Região, responsável por São Paulo, deu prazo de 30 dias para que o Sindicato dos Metroviários e a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) se manifestem sobre os termos da ata da audiência que pôs fim à greve do metrô e de trens (Linhas 11-Coral e 12-Safira) de anteontem, que prejudicou pelo menos 5 milhões de pessoas. Apenas após esse período será julgado se a greve foi legal e se haverá multa de R$ 100 mil.

O Estado de S.Paulo

25 de maio de 2012 | 03h04

Na ata da reunião do TRT, o sindicato pede anulação da cobrança, mas sem argumentar sobre os motivos que justificariam o perdão. Já o Metrô tem uma ação que pede não só a manutenção da multa como a alteração do valor estipulado pela Justiça para R$ 1 milhão, por causa dos transtornos causados à capital paulista. A ação pede ainda que a cobrança da multa seja feita automaticamente. A data do julgamento não foi marcada.

Ontem, o Sindicato dos Metroviários enviou emissários a postos de trabalho do metrô para avaliar a greve como "uma vitória", embora o próprio sindicato afirme que a paralisação não resultou em atendimento a todas as reivindicações da categoria. Eles obtiveram 6,17% de aumento total, mas pediam 20,12%.

"Mostramos ao governo que a categoria está unida. O governador (Geraldo Alckmin, do PSDB) achou que não teríamos força para mobilizar os funcionários e paralisar as linhas, como ocorreu. A greve mostrou a força da categoria para futuras negociações", disse o presidente do sindicato, Altino Prazeres Júnior.

Já o Metrô não avaliou a greve nem comentou o caso ontem. Em nota, a companhia descreveu a paralisação como "inoportuna" e disse que os salários oferecidos aos metroviários eram "compatíveis com o mercado". / BRUNO RIBEIRO

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