Multa por gasto excessivo de água também atingirá grandes consumidores

Fábricas, shoppings, hotéis e supermercados que têm contratos específicos com a Sabesp também podem ser punidos

Fabio Leite, O Estado de S. Paulo

31 Dezembro 2014 | 06h00

SÃO PAULO - A Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) informou nessa terça-feira, 30, que a multa para quem aumentar o consumo de água também valerá para os grandes consumidores que possuem contratos específicos com a empresa com tarifas vantajosas, chamados de “demanda firme”.

São fábricas, shoppings, supermercados, hotéis e outros grandes estabelecimentos que mantêm contratos específicos com a Sabesp para consumir um volume mínimo de água por mês em troca de tarifas mais baixas. Na prática, quanto maior o consumo, menor o valor do metro cúbico cobrado. Mas, se a empresa não atinge o gasto mínimo dentro da faixa de consumo escolhido, ela é obrigada a pagar pelo volume total.

Em março, após questionamento feito pelo Estado sobre a prática, a Sabesp informou que havia suspendido a exigência de consumo mínimo para esse grupo de clientes por causa da crise de estiagem como forma de estimular a economia. Segundo a empresa, são cerca de 500 contratos que resultam no consumo de 1,9 bilhão de litros por mês.

Antes de confirmar a multa para os clientes especiais, a Sabesp havia informado que apenas suspenderia a tarifa vantajosa para os clientes que aumentassem o consumo. Neste caso, afirmou, ela passaria de R$ 7,8 por m³ para R$ 13,7 por m³, um aumento em torno de 76%.

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