Multa por falar ao celular no volante cresce 25%

Autuação por estacionar em local proibido também aumentou (11%) entre os motoristas paulistanos; número de flagrados no rodízio diminuiu 2%

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

17 Dezembro 2011 | 03h03

Apesar de temidos, os radares da capital flagraram menos motoristas cometendo infrações de trânsito no mês passado do que em novembro de 2010 - apesar de ainda responderem por mais da metade das multas aferidas na cidade. Por outro lado, dois tipos de multas tradicionais, marcadas no talão dos marronzinhos, cresceram mais do que qualquer outra infração nesse período.

Falar ao celular enquanto dirige e estacionar em lugar proibido foram as infrações que mais aumentaram, segundo balanço de multas divulgado nesta semana pela Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Os aumentos foram de 25% e 11%, respectivamente. São 3.200 multas por dia, em média, por causa do estacionamento proibido. E 1.600 por falar ao celular dirigindo.

No acumulado do ano, entretanto, comparando os meses de janeiro a novembro de 2010 e 2011, o aumento se mantém apenas nas infrações anotadas sobre estacionamento proibido: 885 mil no ano passado, contra 967 mil neste ano, ou 9% a mais.

Com celular ocorre o inverso. Se no mês passado o paulistano falou mais ao celular enquanto dirigia, de acordo com as infrações anotadas pelos marronzinhos, ao longo do ano houve menos pessoas cometendo esse delito de trânsito do que em 201o. Entretanto, a queda no acumulado de janeiro a novembro dos dois anos é pequena, de 1,07%

Não há uma explicação para esses números. Segundo a CET, a variação do mês de um ano para outro, em alguns casos, é muito elevada. Abril é um exemplo: naquele mês, em 2010, 40 mil pessoas foram multadas por falar ao celular dirigindo. Neste ano, foram 31 mil.

A divulgação das multas cometidas na cidade era feita apenas duas vezes por ano pela CET. Desde o mês passado, a companhia passou a publicar o balanço mensal em seu site (www.cetsp.com.br), aberto para consulta pública.

Radares. Já o número de pessoas flagradas furando o rodízio municipal de veículos diminuiu quase 2%, comparando novembro e novembro. Na comparação anual, ao contrário, o aumento é de 30%, segundo os dados da CET.

E 13% menos motoristas levaram multa por dirigir acima do limite de velocidade permitido.

Os números chamam ainda mais a atenção se forem considerados que houve pouco aumento no número de radares instalados na cidade neste ano e a frota de veículos só cresce. Precisamente, 222,5 mil veículos a mais nos últimos 12 meses.

Entretanto, no acumulado dos 11 meses do ano, as multas por excesso de velocidade quase dobraram. O aumento é de 77%, segundo a CET.

Parte do fenômeno pode ser explicado pelo programa de padronização de velocidade que a Prefeitura vem impondo à cidade desde o final do ano passado. Para adequar as ruas ao Código de Trânsito Brasileiro, a maior parte dos corredores da capital teve o limite reduzido para 60 km/h.

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