Mulheres são flagradas escondendo celular e drogas nos genitais

Policiais detectaram uma porção de maconha e um aparelho celular após realizar radiografia nas acusadas

Brás Henrique, O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2008 | 16h16

Duas mulheres foram presas no domingo, 29, quando tentavam entrar com drogas e um telefone celular na Cadeia de Pedregulho, na região de Ribeirão Preto. Mas a confirmação de uma suspeita só foi confirmada com um exame de raio X feito na Santa Casa do município. Mãe e namorada de um dos detentos tentaram despistar a segurança escondendo a maconha e um aparelho de telefone celular, medindo 11 centímetros de comprimento e 1,5 centímetro de largura, dentro das vaginas. A radiografia detectou os objetos e as duas foram presas em flagrante por tráfico. Os presos apresentavam comportamentos estranhos, bem "animados", como se tivessem usado entorpecentes. Isso chamou a atenção da direção da cadeia. Como Edivanira Félix da Silva, de 44 anos, a mãe de Wellington Gustavo Nalin, de 18 anos, preso por tráfico de drogas, visitava o filho com certa freqüência, a suspeita caiu sobre ela. Os policiais passaram a investigá-la e a monitorá-la e também receberam uma denúncia. A mulher mora em Rifaina e a polícia passou a vigiá-la desde a chegada na rodoviária. Outros policiais ficaram nas proximidades do presídio, aguardando a chegada dela. No domingo, no entanto, Edivanira chegou com Ana Paula Guimarães Cruz, de 19 anos, namorada de Nalin, de táxi, sem usar ônibus. Segundo o delegado que respondia pelo expediente em Pedregulho, Adolfo Domingos da Silva Júnior, elas chegaram em cima da hora do encerramento para a entrada de visitas no presídio, que tinha 35 detentos. Elas foram indagadas sobre o transporte de drogas e negaram a prática. Em revista pessoal nada foi encontrado. Então elas foram levadas à Santa Casa, onde fizeram o raio X. A mãe tinha o celular na vagina e Ana Paula tinha 7,3 gramas de maconha em seu órgão genital.  Os objetos foram envolvidos em preservativos e as duas mulheres não deixaram nada à vista para evitar a descoberta durante a revista de rotina, antes da visita aos presos. "Elas foram firmes até o final", disse Silva Júnior, que até foi ameaçado por Edivanira. Mas, no interrogatório, ela confirmou que entregaria a droga ao filho, que é viciado em maconha. Agora, a polícia investiga se Nalin vendia a droga aos demais presos de Pedregulho. Por segurança, ele foi transferido à Cadeia da Guanabara, de Franca, no mesmo dia, enquanto Edivanira e Ana Paula foram levadas para a Cadeia Feminina de Batatais.

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