Daniel Teixeira/Estadão
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Mulheres protestam em frente ao TJ-SP contra Roger Abdelmassih

Está marcado para esta quinta o julgamento do recurso da defesa do ex-médico; Abdelmassih foi encontrado no Paraguai em agosto

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

01 de outubro de 2014 | 18h14

SÃO PAULO - Um grupo de mulheres vítimas do ex-médico Roger Abdelmassih fez um ato na tarde desta quarta-feira, 1° de outubro, contra o pedido de anulação da sentença de 278 anos a que ele foi condenado em 2010.

A Justiça concluiu que Abdelmassih foi responsável por 48 ataques sexuais a 37 mulheres. Foragido por três anos, o ex-médico foi encontrado no Paraguai em agosto e está no Presídio de Tremembé, em São Paulo.

O protesto foi em frente ao Tribunal de Justiça de São Paulo, na Praça da Sé, onde está marcado para esta quinta-feira o julgamento do recurso da defesa do ex-médico. 


"Querem anular a sentença dizendo que não tem provas cabais que justifiquem a condenação. É uma inverdade. Essa sentença tem provas, sim, e eu coloquei na menção de repúdio que protocolei em Brasília todas as situações por que passei. Abri mão do meu sigilo para mostrar as provas", disse Vana Lopes, de 54 anos, uma das coordenadoras do protesto e parte do grupo Vítimas Unidas.

Ela aproveitou para protocolar no TJ um abaixo-assinado contra o recurso. Segundo Vana, 62 mil pessoas assinaram.

Uma das manifestantes passou mal e desmaiou durante o ato. Vana explicou que ela teve recentemente o Facebook e o email invadidos e que está com medo do ex-médico. Durante o protesto, a vítima teve um ataque de pânico e teve de ser socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). Ela passa bem.

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