Mulher que matou o marido terá sigilo bancário quebrado

Durante a madrugada, pichadores deixaram a frase "O perigo mora em casa! M. assassina covarde" em muro

da Redação, Jornal da Tarde

13 de agosto de 2008 | 10h30

O delegado André Antiqueira vai pedir a quebra de sigilo bancário, fiscal e telefônico do ex-bancário e colecionador de armas M.M.B. e da pesquisadora M.M.S.F. Na sexta-feira passada, M. matou B., com quem era casada, com um tiro na cabeça. Ela confessou o crime, que aconteceu na residência do casal, na Vila Sônia, zona sul de São Paulo. A polícia achou um arsenal no imóvel. A intenção de Antiqueira com a quebra de sigilo é verificar a verdadeira causa do crime. M. afirma ter matado o marido porque ele teria abusado da irmã dela de 12 anos. Os investigadores, porém, desconfiam da versão. Uma das possibilidades investigadas pela polícia é a de que M. teria atirado em B. porque ele pretendia trocá-la por uma garota de 15 anos. Com isso, a pesquisadora perderia uma herança. Na madrugada desta quarta-feira, grupos de pichadores usaram o portão da casa ao lado da de onde morava o colecionador e sua esposa para fazer um protesto. Eles deixaram a seguinte mensagem em tinta spray: "O perigo mora em casa! Michelli assassina covarde". Na terça, advogados de M. disseram à polícia acreditar que o motivo do crime tenha sido mesmo um caso entre B. e a adolescente. Eles, porém, não confirmaram que a herança tenha sido uma das motivações do assassinato. "O crime foi cometido porque o marido da minha cliente iria largá-la em troca de uma adolescente e pelo possível envolvimento com pedófilos. Inclusive uma pessoa prestou depoimento a respeito disso", falou o advogado Ademar Gomes. Com a quebra de sigilo, o delegado pretende confirmar se B. tinha, de fato, uma amante e se havia recebido uma herança recentemente. A mãe da pesquisadora foi ao 34º Distrito Policial (Morumbi) para prestar depoimento na terça. "A mãe se reservou ao direito de ficar calada", disse Antiqueira. Ela chegou à delegacia às 16h30, ficou 20 minutos na sala do delegado e não deu entrevistas. Armamento Paulo Henrique de Souza Ribeiro, que cuidava da regulamentação das armas do ex-bancário e era amigo do casal, foi também à delegacia na terça. "Vim esclarecer que as armas eram legalizadas e desmentir que ele prestava serviços para o crime organizado", disse.  (Com informações de Andressa Zanandrea - Jornal da Tarde)

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