Mulher que ganhou coração vê caso pela TV

A dona de casa Maria Augusta Silva dos Anjos, de 42 anos, deve sua vida a Eloá. Em outubro de 2008, ela recebeu o coração da jovem, morta dias antes em Santo André, e, em suas próprias palavras, "agora está vivendo de verdade". Após o transplante, ficou amiga de Ana Cristina Pimentel, mãe da jovem, e até viajou com ela para o Pará.

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2012 | 03h05

No último ano, as duas perderam contato. Se pudesse, Maria Augusta diz que telefonaria para Ana Cristina e a confortaria. "Estou acompanhando o caso pela TV", diz a dona de casa. "Mas acredito que os jurados têm condições de fazer o que é certo. Prefiro não falar se ele deve ou não ser condenado."

Apesar de ter perdido contato com a mãe de Eloá, Maria Augusta diz que mantém o carinho por ela. "Faz tempo que não nos falamos por telefone, mas sou eternamente grata pelo seu gesto (de autorizar a doação de órgãos)."

A atitude ajudou ainda um homem que esperava um rim, uma jovem que aguardava córneas e uma criança que precisava de um pulmão.

Maria Augusta nasceu com ventrículo único direito, um problema congênito no coração que fazia com que ela tivesse desmaios constantes. A primeira crise mais grave a atingiu aos 6 anos, quando precisou ser internada. Por isso, nunca podia sair sozinha. Com dificuldade, concluiu o ensino médio no Pará. Não podia subir escadas ou caminhar um quarteirão inteiro.

Após 2 anos e 4 meses, a dona de casa conseguiu um coração para transplante. "Hoje, minha vida está ótima. Posso fazer coisas simples, como pegar o Metrô ou fazer compras", diz. Maria Augusta se casou e vive em São Paulo. Neste ano, pretende se juntar a uma ONG que auxilia pessoas que receberam transplantes. / TIAGO DANTAS

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