Mulher morre em incêndio que atingiu prédio do centro de SP

Mulher morre em incêndio que atingiu prédio do centro de SP

Local não tinha auto de vistoria, o documento emitido pelos bombeiros que certifica as condições de segurança contra incêndios

Estevão Taiar, Especial para O Estado

03 Dezembro 2014 | 15h34

Atualizada às 21h05

SÃO PAULO - Uma mulher morreu em um incêndio de grandes proporções que atingiu o edifício onde funciona a Faculdade Uniesp, na Rua Conselheiro Crispiniano, na República, região central de São Paulo, na tarde desta quarta-feira, 3. Eliana Quintino foi encontrada inconsciente no 14.º andar do prédio, onde trabalhava, pelo Corpo de Bombeiros, com parada cardiorrespiratória. Ela foi encaminhada para a Santa Casa, mas não resistiu.

O local não tinha auto de vistoria, o documento emitido pelos bombeiros que certifica as condições de segurança contra incêndios. Segundo o Corpo de Bombeiros, a brigada do próprio prédio havia contido dois princípios de incêndio na manhã de ontem, informação não confirmada pela universidade. 

No momento em que o terceiro incêndio começou, por volta das 14h30, apenas funcionários estavam no edifício, já que as aulas são dadas apenas nos períodos diurno e noturno. A maior parte dos trabalhadores se encontrava nos andares inferiores e saiu do prédio após orientações da brigada local. O incêndio teve início em um depósito no 12.º andar, o que facilitou a retirada das pessoas, segundo os bombeiros.



Após a saída dos funcionários, foi feita uma contagem, quando se constatou a ausência de Eliana. Os bombeiros, então, iniciaram as buscas até encontrá-la desacordada.

De acordo com a versão da Uniesp, em nota divulgada à imprensa, Eliana “ao que parece” voltou para o 14.º andar por vontade própria a fim de buscar alguns de seus pertences. 

Os bombeiros enviaram 16 viaturas para o edifício. Por volta das 16h30, o fogo já estava controlado. Como medida de precaução, a região em volta do prédio foi isolada até o final da tarde. Em nota, a universidade ainda lamentou a morte da funcionária e afirmou estar prestando “toda a assistência necessária aos familiares”. 

O Estado entrou em contato com a assessoria da Uniesp para confirmar a versão do Corpo de Bombeiros sobre os dois princípios de incêndio na manhã desta quarta. A faculdade também foi questionada sobre o motivo da falta de documentação, mas não respondeu. 

Unidades. A faculdade também não informou no número de alunos que frequentam o prédio. A instituição tem unidades em 104 cidades, de acordo com o seu site oficial, e oferece cursos de graduação de baixo custo (há mensalidades de R$ 200). Na unidade da Conselheiro Crispiniano são oferecidos noves módulos de graduação, além de cursos de extensão.isolada.

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