Mulher morre em hospital após cair em fosso de elevador

Dona de casa foi visitar a neta recém-nascida. Caso foi descoberto após elevador parar, duas horas depois do acidente

Gio Mendes, O Estado de S.Paulo

16 de setembro de 2011 | 00h00

No dia em que foi visitar a filha para conhecer a neta que acabara de nascer, a dona de casa Luzia Souza Santana, de 48 anos, morreu após cair no fosso de um dos elevadores do Hospital e Maternidade Estadual Interlagos, na Rua Leonor Alvim, em Cidade Dutra, zona sul da capital.

O equipamento foi interditado e a Secretaria Estadual da Saúde, responsável pela unidade hospitalar, informou que a manutenção do equipamento é feita mensalmente por uma empresa terceirizada e a última intervenção havia sido feita na última terça-feira - não foi esclarecido se a manutenção desta semana era extraordinária ou fazia parte da rotina de vistorias. O Relatório de Inspeção Anual do elevador está em dia, diz a Prefeitura.

O corpo de Luzia só foi encontrado cerca de duas horas depois do acidente, que aconteceu na noite de anteontem, após um problema que deixou o elevador parado entre dois andares. Funcionários do hospital tiveram de retirar as pessoas que estavam presas. Um técnico chamado para fazer o reparo no elevador, por volta das 23h de anteontem, foi quem localizou a dona de casa ao fazer uma vistoria no fosso.

De acordo com parentes, Luzia chegou à maternidade por volta das 20h30, acompanhada de uma amiga, a autônoma Cleide Alves Ferreira, de 45 anos. A dona de casa foi a primeira a subir para ver a neta no quarto em que a filha estava internada, no primeiro andar. A amiga ficou aguardando o retorno de Luzia para poder entrar, pois na maternidade só é permitido um visitante por vez no quarto.

Como Luzia não voltou após uma hora, Cleide pediu para um segurança verificar se podia subir e, como a dona de casa já havia saído, subiu para a visita e depois foi embora sem se dar conta do ocorrido. Ela contou à polícia que pensou que a amiga tivesse saído por outra portaria do hospital público. Não há testemunhas do momento da queda.

Avisada da morte, a filha da dona de casa internada no hospital precisou ser ampara por familiares. O vidraceiro Ivan Aparecido Santana, de 25 anos, outra filho de Luzia, disse que a família cogita processar o hospital. "Provavelmente vamos fazer isso depois de esfriar a cabeça", disse.

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